08/04/2010

sarau mário de andrade

bom, tá aê o convite pro novo sarau... agora na casa Mário de Andrade... Andei lendo uma edição especial do manifesto antropofágico pra me inspirar...
Ainda não sei se lerei o seguinte poema:
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depois da segunda morte


feliz
ao mesmo tempo
que minha pobre família
.
a cor conclusiva do que eu penso
tingindo
a voz que é uma flor no ouvido alheio
.
fique
com esse coração
ele é todo seu
.
e se você sempre volta
pra pedir
cérebro, pele, mãos e rins
.
você sentirá meu verdadeiro perfume
espalhado
em harmonia, no jardim da sua casa
.

Vazia....
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não sei ainda se mantenho o último verso, o que vc acha? mande sugestões aê, opiniões etc...
abraços...
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[clique para ampliar]
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update (10/04): bom, ninguém mandou sugestão; o sarau foi ontem e li a seguinte versão modificada por mim mesmo (ainda não estou satisfeito, ou seja, mande sugestões! é um poema aberto!)
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depois da segunda morte
.
feliz
ao mesmo tempo
feliz
.
a cor conclusiva do que eu penso
tingindo
a voz que é uma flor no ouvido alheio
.
fique com esse coração
fuja do que fica
esperando a volta
.
da memória das mãos
pra pedir
cérebro, pele, mãos e rins
.
sentir
ao mesmo tempo
sentir
.
perfume de um homem fiel
espalhado
no jardim da sua casa
.


Vazia....



2 comentários:

Chicco disse...

gosto das duas versões. mas tem coisas que você tirou d primeira, que poderia permanecer na segunda. Acho q rola uma meio termo.

Le Paixão disse...

Se o poeta permitisse
que cada leitor lesse
intromedido no versos
eu leria assim:


depois da segunda morte

feliz
ao mesmo tempo
feliz

eu e minha pobre família

a cor conclusiva do que penso
tinge a voz, flor
no ouvido alheio

fique
com esse coração.
é todo seu

fuja
do que fica
esperando a volta

da memória das mãos

pedindo
cérebro, pele, mãos
rins

sinta
ao mesmo tempo
sinta

o perfume espalhado
em harmonia, no jardim
da sua casa

Vazia...