25/11/2009

estreia

Em 2007 escrevi um texto maluco com o título de "Augusta". Mandei cópia para alguns amigos da rua, mas 95% deles não davam resposta.
A estória gira em torno de um travesti que nunca sabe se está sonhando ou se está acordada: ao mesmo tempo em que é perseguida por fotógrafos, tem de dar entrevistas para um carrasco que - junto com a amante e ex-funcionária da polícia psíquica - talvez seja apenas consciência digna de uma "musa dos marginais".
Aluna de teatro aplicada, porém rebelde, a boneca ensaia dentro de igreja do século retrasado e depois se apresenta no night club Inferno, com direito a leitura de diário, apresentação musical, orgia com pimenta...
Magali, Boca de Rango, Xana Arregaçada, Xana Operada, Cara e Alma de Flores são algumas das outras personagens dessa divertida trama, sempre girando em torno do exagero.
Hoje não sei se teria coragem de publicar tal ousadia, mas que trata-se de algo legal, inovador e surpreendente, isso eu tenho certeza.
O que sobrou de tal aberração estreia nesse fim de semana.
Augusta faz participação no grande elenco de
feminino austero em cidade torpe - greatest hits teatral-poético dos tipos mais comuns da decadência urbana à qual nós, moradores das grandes cidades-cão, temos de nos adaptar, embora muitas vezes tudo não passe de representação num contexto onde não podemos ser o que devemos, com todo nosso potencial, como espíritos de luz, espíritos amigos e amáveis.
Não percam.
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20/11/2009

fechado

Depois de muito estica e puxa, transanonymous parece chegar a seu layout final.
Se eu fizer curso de webdesign decente, talvez as coisas mudem mais ainda de lugar e/ou sua proposta (transliterária experimental) finde em constatação: o que importa é o conteúdo.
Minha inspiração passa por período de justaposições, tentativas, na verdade, de falar sobre balões e serpentes ao mesmo tempo em que abomino tal combinação. Então busco maneiras mais sofisticadas de me expressar. Raros são os momentos em que não me decepciono com leitores desse blog: acham que eu gosto das imagens e/ou situações que crio/relato. Por exemplo: se falo de metaconversas, é porque abomino cacofonia.
Se falo que levo uma vida de solteiro problemático, isso não quer dizer que saio por aê trepando com gente feia, burra e ignorante.
Se falo que sou romântico, é porque realmente sou romântico.
E continuo gostando de briga, qualquer vacilo e a coisa muda de figura. A melhor forma de expressar o que não gostamos é com as próprias mãos.
Então erram comigo uma vez, erram outra, e eu vou dando corda... vão achando que tá bom... até que ela vem:
Oh fúria,
maravilhosa ingratidão
maravilhosa solidão
maravilhosa fúria
purificadora da minha vida.
Vá no sarau, e se cruzar no meu caminho, tome cuidado: sou um cara que perdoa, mas nunca esquece.

09/11/2009

amigo²

chão fugitivo
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embora não conheça
 já sei como paira

Certa
aproximação acomodada
Na distração
das asas
Sobre um declive murcho de nervos 
Ao certo
pra demarcar terreno
Em uma área que muito espera
 

Ficar bem longe
 Da esfera míope
Onde possa ver.

Na ponta dos dedos
O desprendimento
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duma constelaçãode cadeiras
 ......Voadoras.............
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[.. apenas quando a praça levanta...
e a fuga senta..........
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(..... No encosto abandonado a si mesmo............
................ Na tentativa de me conhecer... .............................


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.(este e outros poemas vc encontra aqui)

05/11/2009

amigo

Caetano não quis falar de Elis prá emissora que deve 80 reais à figuração que não falou deste blog num instituto de pesquisa cenográfico. No embalo da recusa, encontro com leitores de omissão, recentemente, é autossabotagem de bar: Lilia Cabral + um cinquentão satirizam jovem sonhadora: ah... tomara que ela continue assim, pra sempre jovem, rsrs... Crise de adultismo é coisa do Diabo, mas psicóloga-pastora diz que gravará vergonhas no ar, antes da marcha para Jesus. Antes do café da manhã, palavra: amanhã tem pesquisa.
Sem adeus e sem olhar pra trás: fofocam sobre grosseria, depois querem pagar almoço prás cenas de não-conclusão, contrastada com patrão de família feliz: ah... entrementes barulho da rua queira macumbar respostas, Catchusquinha Vasconselos despede-se sem dobrar fôlego de interrogações. Kleos diz que é de escorpião: libriano(a)(s) entendem apneia romântica. Já Soraya sai do brechó evangélico com sapato 39 pro pé 43 de Augusta - a musa dos marginais.
Parte da sua falta está em Augusta. Parte das ruas, espírito pra sempre homeless, cínico, engraçado: ou você é ladrão ou filhinho de papai, nunca parte da paisagem, querendo sonho antes da alegria em destino que, aflito, vai tornando-se irreconhecível apartir do segundo encontro: um contexto sempre acaba elevando-se a outro: não ☆ Ση╬∉и∂єற ☆ por que você. faz cara feia no show de hard-core, pois não é normal pedir 2 reais pra acomodar-se na tenda sensorial: ah... que bálsamo... Deixa-se de cuspir na cara de metaconversas para ver Teatro Oficina em festa de garagem pseudoárida: seria underground se não fosse cômico reivindicar paquera$ e partir: ficou vazio seu lugar.
Lugar de amigo: quem te preza pelo que você é e não pelo que os outros querem que você seja: membro de suruba artística, pastor maluco-co-co-co...(contemporâneo) e/ou leitor da Vice: eis algo que tira piauí do pódio neojunkie, politizado em não-beijos: você espera rango em frente ao casarão de Pâmelo das Águas e consciências aliban-burguesas encontram algo a mais embaixo da bandeja. Ultra-fame-sensation não tem segredos: não dá pra voltar atrás. Fúrias são mais fortes na matraca, devassando filho adotado: que vontade de chorar, achar culpa na falta de respeito, acordando, antes de ver mais belos quadros em sono de lar tranquilo e eterno... Você se alimenta bem. Sua família nunca fez mal a ninguém. Família cigana com paraíso adiantando fuga: deixar de olhar essa lua maravilhosa, deitar intuito solitário,,, em nova casa: desta vez vamos morar juntos!
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"E que o rush.
me engula.
cuspindo vírgulas....
e desandando tudo.
freando tudo.
descubra e destrua.
A MATÉRIA DO PENSAMENTO".
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Rick Mendes.

08/10/2009

busca russa





30/09/2009

amigos

1. A série transcrições faz parte.de uma proposta de linguagem   dispersa. e. sombria..


Graviola/ saboneteiras/ quinta tirar pontos/ Tut/ ligar pra amiga do Rick/ Ipsos/ meus livros/ Soraya/ amigos de trabalho/ perto da aranha/ quando brigo me sinto vivo/ Pai Joaquim D'Angola/ saturnianos ouvidos não podem ser sodomizados/ agora:
(paralisia)
(toca celular)
__ vi foto sua e de seu namorado no blog da Márcia Bechara (descarnando fala). Ainda não li esse livro...
__ blz... nunca crie expectativas...
__ o q foi isso no seu rosto?
__ refrão: um casal se recusou a dar-me esmola...
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Po(o)r...
Por admiração, ninguém precisa conhecer antídotos contra amnésia - essa que não pode ser afetuosa, muitos menos comunicativa com espíritos multimídia.
Por fome?
Por não despertar tanto interesse quanto escadas. Ao 1° andar sobem tais argumentações, sem Maria da Penha.
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:::Luxo... ...Poder... ...Magia... ...y Sedução:::
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não podem mais fazer pergunta (récita maloqueirista).
__ não tou entendendo nada.
__ não sabia que vc era tão Åறßi©iΘsΛ...
__ ia dizer "olha só! uma lesma no degrau", a despeito d'avoada consciência dos meus pés.
__ mercúrio?
__ não, creme antimicose, por favor (eu pensei q vc era uma pessoa boa...).
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Até mexer nos calos da Pilar (pilareducadora@hotmail.com) é coisa que fotógrafo nenhum arrisca. Também: registrar lançamento de "Palavras Inacadêmicas", na Galeria Olido, requer ouvidos vivos, melhor adaptados com comes e bebes pra tranquilizar aquela falta de etanol. Sebastião Nicomedes continua no mezanino y, enquanto Daniel Peixoto vê a exposição olho da rua, performance das quengas do Binho divulga uso de preservativo e óleo de macaxeira.
(risos)
entra vinheta
oferecimento
* Ocas" - Oraganização Civil de Ação Social;
* Multiplex - eu quero ser modelo/ eu quero ser ator/ alguém acende a luz/ por favor;
* Penélope fogosa - 300 1h boneca recém chegada da europa adoro anal c/ dotado tudo 2x s/ fresc 98865134.
* Ingratidão:
(mudança de espaço)
(mudança de espaço)
(mudança de espaço)
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etc: Chega uma hora em que não se vê mais graça em subjetividades bastardas. Se vc quiser mexer, mudar de blog, fica à vonts... Endireite a coluna, seja simpático com colegas de (cotovelo indo pra trás) teatro, agradeça: Buh Fernandes, Pedro Melo, Loser Baby, Gal Costa (continua...)
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"...Uma deliciosa caipirinha, tomar ponderando
pra não cair e mostrar as calcinhas
Conheço umas garotas que depois de uns
goles, começam a fazer gracinhas,
Deixando a mercê a perseguida periquitinha!
Uma vez, tomando cachaça paulistana, conheci um cara bacana..."
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__ se lembra que a gente se conoceu através desse poema?
__ (qual a maneira certa de reagir?) sonhei com Rick...
__ quem vai ser o novo moderador da comunidade "pensava q era contemporâneo, as sou louco"? Nunca vejo membros se afogando na proposta...
__ (cotovelo ΛquiNΛl ♀) quer 1.000 reais emprestado?
__ pode crê. Tomara que Dolores de Las Dores abra link...
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Mendigos são tão elegantes quanto morte onírica, a entrar no Inferno, sem passaporte, olhe, é o fim... Como podem deixar Harry Roy and his Tigers Ragamuffins discotecarem pressa gostosa/tímida que desfila louca que eu a alise, a convide pra bater cabelo, com muita classe, veja bem, olhinhos brilhando (lembrete: 90% afogado). Empertiga esse busto, mew!
__ prazer, Eduardo Cunha...
__ (na verdade "superfície/profundezas" contínuo) José Amâncio e Seus Trinta e Nove, encantado...
__ lembram-me Igor Cavalera...
__ soul brasileño, ponto finale.
__ sou eu quem faz a voz dos personagens...
__ e reedições? qual vantagem de inserir baita texto em postagemantiga?
__ pergunte à amizade.
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Ela me bota pra cima, ou seja, não é obcecada por mim (quem vai embora primeiro?), nem por fotografia, instalação, ilustração e aulas de boxe. Amizade tem diversos olhares, entrada grátis (até 4 de outubro). É vida X propriedade
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(difícil adjetivar) (kiss my jazz) (afogamento clichê)
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Coração de fã se ilumina: que alegria. Seus tênis de mano dançam compassados (olhares blasé) aos braços em ritmo a la Ogum/Public Enemy. Como q por lealdade, deixo caderno gentilmente virado ao foco quando a liberdade dos meus braços ao gentil gigolô do mezanino não atrai mais reportagem (quem vai falar?). Ela não me agride/ será que eu agrido ela?
__ tipo assim, tou fazendo tcc, Ω ΣΠhΘ Ω papel pra vc...
__ eu parei faz 2 meses...
__ e Jurema?
__ vir
ou fã de
╔══╗
║╔╗║
║╚╝╠══╦╦══╦═╗
║╔╗║╔╗║║║║║╩╣
╚╝╚╩╝╚╩╩╩╩╩═╝

__ vc lê mto né?
__ já fiz mta coisa errada nessa vida, mas nunca matei ninguém...
__ rsrs... ɐdɐɹǝuʇǝɯǝuʇǝ d Σ § c Θ n Σ ҳҲҳ Λ , sua linguagem lembra minha cadela: ficava louca de tempos em tempos, aprontava horrores fora de casa, ficando um tempão fora, as no final acabava sempre voltando...
__ (sainda da casa noturna) já escreveram um livro com título merecedor dessa comparação... ainda tou nas nuvens...
__ cpf na notinha?
__ (Θdeio diminutivos) não faça pose na frente do meu horizonte. Caso contrário,,,
εїз
Λcåß҉ooommm εїз com sua carreira, depois com sua vida rsrs...
__ de nada
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Dar tchau pra fotografias e vídeos é uma coisa, (chegando na praça Roosevelt) conhecer celebridades é outra hora certa pra relativamente aceitar quem não olha caracóis no chão: velas acesas, encantadeiras: dando coice no Espaço dos Parlapatões. O lançamento da Não Funciona foi um sucesso. Poemas de Edson Pielechovski, inclusos nessa 19° edição, foram recitados pelo próprio. Até o Dario e a namorada loira dele tavam lá...
Faixas Bônus: "presença" y "as pessoas" (palmas)
Ah... quanta gente bacana, feliz e bonita...
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Quando vc tem as ferramentas necessárias pra se explicar (zoom out) é porque razão já não mais é protocolar...


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[clique para ampliar]
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poesia maloqueirista
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onomástica (continuação):
Juracema das Almas
Restaurante italiano Paraíso
Maria Alice
Antonio Claudio
Kleos
Chicco
Cláudia Canto
boteco da japa
boteco dos cearenses
Não-violência
Olavo Bilac
Rick
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: ainda não posso acreditar...

20/09/2009

influências

Esse é o convite.
Antes do tempo necessário pra influenciar textículo sobre amizade.
Amizade que deveria ter ido mais além.
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Vivia insistindo para que eu fosse com vc no Clube A...
Queria dividir uma goma comigo...
Me ensinou várias gírias paulistanas...
Foi o melhor amigo em São Paulo...
...
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Sem tempo de ver Augusta ser tri aplaudida.
Ela quebrou salto, mas continuou, bela.
Agora o professor de teatro da boneca estará se apresentando na Oswald de Andrade (um dos seus poetas preferidos...).
Conta-se com a presença dos mortos em vida.
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[clique para ampliar]

11/09/2009

poetas

Não tá dando pra visualizar muito bem o convite (não tá dando pra ampliá-lo), entonces: falo do sarau que acontecerá na Casa das Rosas, domingo agora dia 20, às 16h. Estaremos declamando, eu e colegas, poemas de Frederico Barbosa + poemas nossos...
Boa oportunidade para você que está querendo saber o que há de novo em matéria de poesia hoje em dia. É a segunda edição do projeto, graças à Maria Alice, minha querida poeta. (Apresentar-se-ão alunos e ex-alunos dos cursos da casa).
Você pode levar amigos e inimigos mortais de bouwa mesmo, chega lá e não dá bola pra segurançalgia de plantão, pois segundo previsões será um dia risonho e límpido....
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8888************BRINKS************8888
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Non-sense é pouco compreendido pela ala profissa.
Pois além do convite tenho algo a mais para dizer: faça leitura adequada. Leitura adequada: entender que existe proposta não só no hino vanuso-brasileiro... Não é sério: faz algum tempo que procuro leitor(a) que me compreenda. Quase choro por achar que estou voltando aos bons tempos de mágoa de caboclo. Não deu tempo de concentrar-me no processo e jeremiadas têm pavor de soezes comentários.
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(risus)
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Tom confessional vem sofrendo sanção de Edson Pielechovski. Vá no evento. Tchau.
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Não há nada de errado em tomar água "torneiral"! Saiba que ela é bem tratada antes de chegar a sua casa. Melhor que ter incômodos garrafões é instalar um purificador na torneira. O consumo de água engarrafada envolve o transporte em veículos a diesel.

01/09/2009

anjos

Vida amanhece quadro da vida, isso também é sem controle, insight sobre capa de agenda. A primavera transparece bem mais na costura de fatos que não acrescentam nada, nem graça. Como achar graça da labirintite? Só tomando risonho... rrrrisonho e límpido Vertix. Proibir é coisa de adulto, pero, please, não criem + sena pelos perfis psicopatas, frustrados, crethÿnos...
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Acreditar que as coisas continuam, assim, límpidas, não é crime. Já obsessão de não acreditar em ninguém é coisa que não acrescenta em nada ao leitor de emoções: olho esquerdo sempre maior na constatação: não existe algo tão vil quanto alguém que finge falar no telefone. Aconteceu na fila pra ver palhaços:
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linha 1:: quem eram esses nobres sofredores?
linha 2::: estavam caminhando bem na hora em que cegam festejos, orando por você (achando ainda que idade adulta se dá por descrença e safadeza à luz do dia?). Um deles está na lan-house.
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Fazer mal a quem não merece pode ser coisa mais humana que obra humana? Espelho não sabe. Fim dos créditos na lan-house. Mas não queira mal quem nunca lhe fez mal: nem mesmo palhaços são legais. Legal: pessoa que sabe a hora de calar a boca (ou seja: vc fala uma vez e ela entende...). Pessoa educada: aquela que desde cedo ama encanto, seja este nativo ou exótico. Eis algo que seguranças e funcionários da Casa das Rosas não têm: bom salário. Só pode ser isso: não dá pra acreditar que desconforto é premissa pra adentrar nesse recinto que dizem ser "aberto ao povo"... balela: hoje em dia, o clima shopping-center-chic não tem nada a ver com poesia. Com certeza, isso é sabido, existem pessoas que não sabem lidar com situações-limite y simplesmente não conseguem ser discretas quando percebem-se no mesmo contexto sexual que uma pessoa diferente, bonita, livre... Certo evento nesse lugar foi o desastre do "Simpoesia", com curadoria de Virna Teixeira, poeta que eu admiro até o segundo livro. Coitada: ela ia de lá pra cá, preocupada em proteger contra assaltantes (subconscientes) livros vendidos em sala reservada. Outra hora, exigindo silêncio, a madame se retirou de bate-papo entre poetas de língua inglesa: foi até o andar superior - lugar do barulho - e quando voltou deve ter resvalado feio nas escadas, pois logo ouviu-se "aquele" baque de saltos altos. Tatiana Fraga é outra que começa a botar asinhas de fora, seja dando palpites no walkie-talkie ("tá tudo bem agora, ele tá rindo..."), seja não sabendo lidar com encantos que não os nativos. Nativismo: Marina Silva que pense nisso. Ah... Quem dera essa mulher fosse pro P-SOL...
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Mas não: as pessoas simplesmente acham que você não percebe as coisas. Só quando se fala na linguagem do coração que é possível chegar à seguinte conclusão: é o artista quem deve respeitar o público. Não há algo tão ignóbil quanto subir ao palco achando que ainda se está na plateia, esta que vê-se ofendida e mal consegue olhar na cara de quem torce nariz perante sorriso. Já obsessão de não mostrar dentes é coisa que, no teatro, talvez valha mais que câmeras de ouro. Se você vai ao cinema, vai à piscina, à aula...

Aula: narrativa nascendo dentro de cansaço descritivo: amanhã roupas devem ser lavadas e tem que comprar nescau/ lampadinha (ok)/ (neblina)/ estudar/ Fátima/ fisiatra/ proteína pop contra nuvem negra/ (luz)/ Anticristo/ concurso/ respeito você/ a linguagem é linda.
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linha 1:: foi palhaçada do começo ao fim.
linha 2::: ela poderia achar que eu gosto dela?
linha 3:::::::::: dentro desse carrão qualquer mina fica com olho brilhando.
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Penelope Jolie sai da Ferrari amarela, abre o portão: ninguém é bobo aqui, ninguém precisa fazer chuca em cima do sapo. Engraçado? Contemporâneo? Nada disso acrescenta algo à verdadeira meta (nuvens). Esse ar de inimizade é premissa, e não obsessão. Ninguém precisa ficar sabendo se a tarde é discursiva e/ou se o banho é de palavras - palavra. mais garrida - e palavras que só machucam, palavras acesas como raio no chão que não é surdo. Quando deuses sufocam e quadros namoram (trovões)...


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quem.vc.realmente.é

11/08/2009

solidão escandalosa

Silêncio militar é coisa rara em boteco? Violência transcendental escamoteia análise? Engana-se quem pensa que fama é algo ruim, contradizendo liberdade. Liberdade de expressão, truta. Caminhando pelas ruas, à procura de compaixão, só... Eu não sou eu quando líder de caminhada noturna começa a falar de polícia e ladrão. Saindo da frente do teatro municipal, caminhantes aprendem sobre moradia popular, (i)migrações, arquitetura noir and, é claro, ruínas de antigo presídio (hj parque de jovens). Na Maria Paula tem uma pista de skate, e Carlinhos Ahmadinejad tava lá, aquela mina de cabelo rosa da mtv também, entre drops mó cabulosos. Caminhada seguiu sem medo pra frente quando skatistas pouco se importaram em dar coice na exclusão, à francesa, fraterna. Fraternidade lembra gnomo. Gnomo lembra infância de frio aconchegante. Quadro de lã estampando uma casa. Uma casa no campo. Um campo frio, afastado, perto do rio, lareira acesa, família, amor, felicidade, eternidade!
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...Palavra das verdes férias de Soraya, em Teerã. "Parece ser mais calor o clima envolta de ogivas": sensação de não estar aproveitando a vida por não saber vestir-se bem muito menos importar-se em sentir-se bonito. É tão óbvio: aparência não é importante na revanche de psicóloga ex-umbandista: dá bom dia pro mentor. Cacofonias não elegeram entrevistas inconscientes no boteco dos cearenses: até o mais viril maragato fica a deslumbrar-se com bela economia de palavras, digo, depois da sessão espírita, a arte de saber respeitar o próximo fuma cigarrinho e toma café com leite, pensando: me tratam tão bem aqui que nem penso tanto em Clarice Lispector. Permito que vossa mercê seja o que queres ser, eis a verdade. Mas ninguém permite que o encontro dê certo: finalmente, teatro oficina, aleluia!
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Evoé: Ellen Maria + Antonio Vicente Pietroforte + uma francesa y outra poeta aguardavam em frente ao recinto - já pré defumado com ervas da Jurema. Corre gira pai Ogum: tudo bem, houve cagadinha. Convite conjunto: desconsideração não pôde ficar nos colchões por causa de uma, a francesa. Pés não foram lavados e se vosmecê (estudante com carteirinha) quer pagar vinte reais (+ r$5 extra por taça de vinho) pra ver um monte de pau sem prepúcio, eis a oportunidade. Não pensei que a putaria fosse extrapolar, nem extrapolou: actrizes deviam ter igualdade de direito à nudez. Porque chega a hora em que banquete não mais apetece e adivinhações fracassam. Não fosse a semieufonia de uma actriz, distinguindo Eros no exato momento em que amores-próprios se distraem. Que tesão: preciso voltar a atuar. Preciso me entregar a alguém que, depois de ter-me, não vanglorie-se do feito, deixando-me beijar o vento. Tem que ser pai mãe e filho pra me pegar. Vixe, foi mal... Inteligência é dinheiro? Conhecimento é pobreza? Engana-se a voz do palhaço que agora fala asneiras na cozinha da pensão. Cof cof. Voz de criança feliz: consolo, ou lágrimas, lágrimas de luto fortíssimo!
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Luto por outra verdade: sem testemunhas, problemática não ocorre com Jurema: ela 100pri entende os poemas, "publicador" saiu na última edição d´A Cigarra e em breve, na Não Funciona: "público", "aqui" e "atmosfera potencialmente explosiva". Berimba de Jesus y Caco Pontes são manos de responsa. Na praça Benedito Calixto, um rápido bate-papo não se alongou na hora do almoço. Tinha que tirar roupas do varal, roupas estrangeiras. Não adianta: as coisas são como elas são. Caraleo. Pra que insistir nessa coisa de 100pri querer saber mais than o que nos é apresentado? Hj em dia não se pode mais ter segredos e omissões não devem ser tratadas com igualdade antes que assumam diferenças e toda leva de espertos ao contrário vá pro inferno. Já disse e repito, com algo a mais: nenhuma voz consola, muito menos perguntas. As coisas são como elas são. Se eu tenho ascendência alemã ou não isso fará diferença quando chegar 21/12/12?
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Estava pávido e feliz na apresentação de chorinho, no mercado municipal. De repente, do nada, uma mujer se virou pra mim e perguntou se eu era alemão. Nair, outra soulmate das Rosas, queria doar dicionário de português (de O a Z) + livro da International Accounting Congress y, é claro, dicas básicas de etiqueta antifumo. Muy digna. Não perguntei se a amiga dela tinha ascendência indígena e fui, com meus fantasmas, comer pão com mortadela + salada de frutas com mel 100% puro. Simbolicamente engolindo desaforum y, saciada, Ilda Geyer - ex-Gestapo - disse que não chegou ao Brasil nos anos 40, deixou-me sozinho na mesa, desceu as escadas com aquela bunda enorme e ganhou as ruas de St. 24 de marcés. Fiquei lendo Boletim do Kaos. Parabéns pela iniciativa dos editores: Alexandre de Maio e Alessandro Buzo. Mto da hora a matéria sobre Abu Jamal. Interessante o espaço que o jornal dedica a escritores marginais e/ou pouco conhecidos pelo ranço literário. Preciso conhecer o sarau da Cooperifa, Sacolinha, Cláudia Canto!
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Canto onde nada e ninguém entram sem aviso prévio: a Ocas" com Milton Nascimento tá bacana também. Li entrevista e quero ver filmes daquela psicanalista-cineasta que adora se encantar com moradores de rua. Pra quem não sabe eu vendi essa revista por mto tempo e tenho carinho pelo pessoal envolvido no projeto. Que saudades da Pilar, de Maria Alice... Saudades ensurdecidas por ciladas; não, amistoso no cio: Dostoievski me olha, tá na hora de acabar resiliência? Nunca. Esse mundo das letras é rançoso, estagnado, não adianta. Há mais dinamismo em artes cênicas, e menos estranhamento: não há nada q mate tão bem quanto olhar de estranhamento. Esse palhaço precisa do palco, urgentemente. Escrever é vício, poesia modo de vida, mas atuar faz bem pra saúde.
¡¡¡Zé Celso,
me ajude!!!

05/08/2009

só o silêncio, escandaloso (in memorian)

.
.
dignidade


parece folha
mas é uma pessoa
debaixo d'árvore
arfante boneca

distraindo aliban
não é uma pessoa
silêncio da porta
que o ar não vê

na entrada da loja
parece consolo
até que as mãos se movem
brandindo o aqué

e olhos voltam
várias vezes
do seu ponto de compreensão
à dor da capa

φ


.

04/05/2009

perdição

"para Deus,
passado e futuro são o presente"


Nas pétalas, eternidade, jocosa, não é de plástico, buh...
... é gozo da mujer que, sob chuveirinho, prepara resposta, deflorada: chacra vermelho boniot y strovertiod na medida certa para zoar com arapongas azuis, tuchê...

Entendeu?.

Na cabeça amanhecida, descubro catinga de quimeras ainda em testemunho, ufa.
Conto ao meu amigo Rick: ele não acredita que, pós-grenal, Jesus voltará a impedir delinquências na Casa das Rosas.


Tudo bem, algozes não dançam psy-trance pero andorinhas ambientam homenagem a Marcelo Tápia e tal: armazenei o sonho das mensagens antes que Frederico Barbosa nos expulsasse do recinto, frio.
Uma tênue linha entre a tecitura do sono atropela pés, sombra, cegueira e, eta, meu amigo não esperou que vozes criassem visão (acusma) quando fomos, na fila pro teatro, xingar poder emocional que, barbaridade, por arrotar tão alto assustou pombas cinzas e negras derrubadas de assistência que não vibra.
A classe média-baixa-branca notou o b.o. e agora bota palavrões em dia na virada cultural.
A consciência naum vê anormalidade nenhuma na peça em homenagem à Alice Ruiz, rica.


Envergonhando minha subconsciência, amor?


As três atrizes são umas graças, magras, novas.
Apesar da seminudez, da transferência, recebi mal esse mês. Eventos gratuitos são o terror da classe-média cultural porque São Paulo, porque São Paulo, São Paulo, São Paulo, São Paulo tem incrível diversidade de espíritos legais. projeto de convivência cosmopolita que dá certo na corrida de São Silvestre, festivais de teatro, novelas do Silvio de Abreu, carnaval, parada gay, e que principia nessa 5° edição de jovens tagarelas lato-senso, com cérebro de lua..
Alguns com vontade própria se deliciam com muchachas e a receita: primeiro tire toda a pele. Separe miúdos, não fume na sacada.
Alguma coisa em mim diz que o mistério está no passado, alguns búzios, na verdade menos adivinhos que O filho de Oxalufan que cai,
ai... ai...




(1 minuto de silêncio)


,
Aos 19 anos eu já era garoto de programa e perdi, junto com poemas em inglês, a melhor namorada que already tive. Cometeu suicídio meu estilo splatter gore junto com a leitura da viúva de Leminski. Tendo em vista ingênua crítica que, grazie, não estreou o choro perante versos - lindos, lacônicos, singelos -, já conhecia o Exu polaco quando, num descuido, o lirismo foi se coçar na frente da última chance de fazer amizade com uma pessoa tão policiadamiente perdida quanto jo.
Encontros e desencontros + seriado lost naum tinham vindo à luz quando compus o primeiro poema em portuguese.
Tudo que mais quero agora é recuperar sincera simplicidade. Deslumbrado²², verifico a videomontagem de Augusto de Campos, remixada ao som da atmosfera
, e só, barulho do vento...
... até que Rick me acorda para o café da manhã: sushi com refri, no ponto ideal para fazê-lo vomitar alguns decilitros do vinho argentino não digerido no show de Marcelo Camelo, legalzinho, até - no público, algumas cabeças com dreads, seguindo preceitos do calendário maia, liberaram maior número de epifanias na hidrojuanizada neblina.





((( pressaum )))




Falam que desde os anos 1980 nascem humanos espiritualmente + esclarecidos, mas, que bagazza, fico a pensar --confundindo exibicionismo com sentimentos-- onde vai parar a atual inveja que sentimos de quem tem a liberdade que não temos, essa miséria de sentimentos tão comum aos rebentos da violência subjectiva, agora que Augusto Boal partiu do planeta Terra para o voo índigo, indigno de apocalipse altoastral. Exagero e intensidade reverberam nessas palavras cuja rejeição à gerassaum X é sem amor e/ou, bom, nem tão sem amor, mejor: tem vegans, jogadores de xadrez, balzacas sexies e coração caipira de Iara Jamra:.

__ a A.
__ que A?.
__ a Aaaa!...
__ ah... tah...


Você acha que eu pioro e/ou imploro?


Não tem mais acordo, unidade, é tudo cópia e só o cabelo da Baby do Brasil pra espantar bode e me fazer sorrir ao som de "a menina dança".
Não há quem resista ao suingue dos Novos Baianos e "ser um homem feminino" não foi executada enquanto eu tirava, em cima de fonte seca (sem bem-te-vis), mãos (2, ao todo) da frente da minha cara, nunca deixando de treinar habilidades vocais com "mistério do planeta". Moraes Moreira foi ao enterro de Jurema (não pôde comparecer in loco); Pepeu parece ter 20 anos a menos quando toca solos de guitarra; Boca de cantor nem de longe lembra aquele magricela da época paz e amor; e "Sampa" finalizou a conquista da galëre numa boa.

Ainda falta tensão no obé (faca) invisível do futuro, rsrs, bem canalizado.
Ignoro o que significa riqueza que imita verde imploração por melhoramentos espírito-democráticos, drásticos, dantescos, dããã (muy na moda)...
Não perco o fio da meada quando Maria Rita diz que sua mãe é Maria Ninguéééém: bailarinas (acho que francesas) são levantadas, com sofá, através de gran guindaste sobre o hidrojuanizado público, farto ao lado de urubus que não os do brasão da parte rica da minha família, nem mania de grandeza constatada por Dolores Duchamp:.

__ em que ano?.

Acabei o dog completo e respondi:

__ no ano em que o mundo inteiro aprender a me respeitar.
__ o tempo está proóoóximo.
__ e o vapor de fósforo?.
__ que quê tem?.
__ também pensará que é louco o amor além da vida?

Rick acabou se revoltando contra o poder do sangue de Jesus e cortou não só nossa conversa como também alguns dedos; brigou feio com um gari caolho.
Tinha acordado ao som dos últimos acordes da trilha do expresso da meia noite - explicou mais tarde - encarceramento que impressiona 19 anos de insônia, assistida por corujão, sexta-
-sexy e haicais.
Mais um litro de vinho comprado: para conocer, no
museu, Soraya - nenhuma Beyoncé, mas comovendo a galëre - visto que gripe suína não comprometeu a filha de Elis, malemolente, querida, doce, perguntando cadê meu pai?..







vamos.para.o.outro.lado
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(momento no-return:.
A queima de fósseis, como o diesel e a gasolina, é a maior responsável pela emissão de gases do aquecimento global. segundo alguns urbanistas, nas grandes cidades são produzidos 75% de todo o CO2 jogado na atmosfera. pense nisso antes de entrar no carro só para ir à padaria da esquina).

21/04/2009

recitais, rituais, rinites

"entre raiz e pétalas
o tempo e o espaço"

sentado no abandono, coração de rua não come merda e ri: pleno verão das palavras, invadido por folhas secas.
-A primeira vez sempre a última chance- sobrevivendo na pose, perdi totalmente as noções de prostituição emocional: errou comigo uma vez errou pra sempre.
Se for só pelo prazer da recusa, não beberei sangue humano, não terei prazer do ensino fraterno apaixonando cigana semântica.
Em minha casa não toca Nx Zero, misoginia musical só fica bem na voz de Rita Leena y Marlene Diet Rich, já Sex Shop Abramovich não sabe deixar-se arrastar pelo azar ninando pedras com brilho do vento.

Um pipocamento de pueris presunções traumatizou a panela dos meus demônios. Tinha-os recém libertos do SPC, agora vejo pegadinhas francesas na TV do busão e não posso mostrar dedo médio ao verdadeiro estimulante da minha morte social; vejo Virna Teixeira andar com duas pernas na Augusta e não consigo evitar sorriso sem que o fantasma dos olhos fuja de afogada (falta de) análise - atrás de óculos-rosa-de gatinha-anos 50. Não falo coisa com coisa e não caricaturo distrações desde a data em que o alterego não vibrou perante a musa dos lunáticos. Coço cabeça porque não entendo mais a bondade de quem quer me passar pra trás: pro meu próprio bem aceito palavra do casal de lésbicas em frente ao banco de um dos homens mais ricos do Brasil: gostoso bocejo perante câmera escura na esquina com a Paulista: não filmo derrotas sem olhar para recôndito foco, não consigo mais chorar ouvindo Metallica: uma azaração torna a teia de ar mais complexa.
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[flashes]


em 2004, ano em que escrevi "ar Xtranho", estava tão ocupado com exame dos arquivos do Dops que minha velha adolescência mal tinha tempo de namorar e dormir em paz. Pré-estipulava indenizações ao som de Mutantes bem antes de ser apresentado à Dolores Duchamp - antiga neuropsiquiatra com cabelos negros, designada na ainda recente mudança federal de governo para ajudar-me com perfilação de mártires. O que eu não sabia era que características destes coitados assistiam cumprimentos e/ou limpeza de mãos durante asfixias destinadas a encontrar paralelo com a nova leva de militantes da extrema esquerda. Eu me considerava anarquista quando o desenterro do sotaque pseudocarioca apaixonou-se pela colega de trabalho. Hoje eu leio estatutos do PCC, Allan Kardec e Mário de Sá Carneiro - este último indicado antes do sumiço de seu amadeirado olor. Ainda sem acreditar na traição da Veza, da Foia de San Paolo e d'O Grobo - que deveriam articular ideologia da revolução latino-americana. Well, o poema mencionado é o terceiro deste livro_















_ já a distância do amor não come McPorcarias.



[suspiros]


sempre que tenho impressão de que estou me esquecendo de algo é porque alguma azarenta aquiescência está observando meu histórico fantasia sem atentar às novas estratégias de desencanto. Aprendi todos truques de suspense sintático quando, transferido para novo corpo militante (de ótima safra) descobri que genética não é destino: decorar rosto do inimigo naum eh a única coisa a ser ensinada antes da exibição da trilogia de Matrix. Incentivo ao egocentrismo é mais antigo que irmãos da discreta desconfiança - essa que só anda com material escolar para disfarçar o despertar de amor verdadeiro - e tá cada vez mais difícil pra Alice diminuir de tamanho. Pego-me imitando portas, janelas e paranomásias de Marcelo Tápia, como se meus cavalos já estivessem no 7° reflexo de fetiches sociorrurais. Filha de Iansã, Maria Alice tem dois olhos, faz eu sentir-me bem no cinema e busca ingresso de teatro pros junguianos, de modo que eu reconsidere conversas sem fim nem começo.

ϟϟϟeguro mandinga e comemoro ressurreição do coração malandro junto à Soraya, filha do abandono. Sem dinheiro pro dízimo, tomamos café da manhã na Renascer em Cristo e surrupiamos ovos de páscoa numa dessas típicas festinhas católicas com libaneses filantropos, embalada por saquê e ovos de galinha cozidos. Interrogações de espinho não encostaram em suas orelhinhas e focinho de coelha, a la otaku. Não fazemos sinal da cruz, nem tomamos milky shake, nem comemos banana split. Na lan house tirei foto de seu novo visual pra que ela aparecesse com apenas um ouvido e minissaia no perfil de Orkut que não fosse fake mantido com fotos da Maria do Bairro, Mary Mar e Maria Padilha do Cemitério. Na miúda, a última vez que ela curtiu lindo sonho delirante (no Vegas), foi obrigada a ser racista, reacionária e retardada pra parecer "normal" perante sapos que só queriam pintar unhas de Penelope Jolie, esta que infelizmente teve de nos socorrer com a ferrari amarela, destino estúdios do SBT.
Mamãe remix se apresentou pela segunda vez ao tio de peruca, dessa vez como Sarajane (no ar nesse próximo domingo, dia 26).

Nunca pensei que fosse me apaixonar por chinesas, mas agora, pós-concurso de bonecas, degusto yakissoba na bodega do jovem casal oriental, cuja filha não gosta de MTV: "behind blue eyes" do Limp Bizkit dá lugar ao didatismo de Xuxa só para baixinhos Vol 14. Soraya vai pro forró com o taxista. Ainda não concluí 5 entrevistas que deveria ter acabado de fazer: Jurema tem cagado por toda casa/ naum tenho tempo de me identificar com personagem de novela das 8/ Claudio Willer é outro psico do bem e terei de ouvi-lo recitar poemas como ninguém: da última vez foi tudo de uma eufonia sexualmente bem regionalizada e triste:
shorei...

Angelicais marcadores cometerão suicídio..



[aplausos]

17/02/2009

explicassaum II

Casa das Rosas + adolescentes conhecendo teatro: risadinhas gratuitas atrapalhando leitura dos poemas, poemas de Maria Alice, minha soulmate - que analisa poemas meus também. Bom, não havia, na varanda da casa, lugar sem barulho. Tivemos que nos acomodar no sofá de couro marrom, tentando máxima concentração. Quais poemas mostrar pro Federico Minuano? Um "F.M." à lápis deveria ser escrito na folha dos escolhidos.
Mais tarde, veredicto: ela deveria ser mais inusitadas, ao passo que eu tinha bom humor e inovação geométrica, muito embora fosse propenso a "exercícios de criatividade, sem tensão...".
Um passarinho disse que, no mundo da poesia, você tem que chegar "por cima", não adianta lançar-se pedindo avaliação alheia em aulas, por exemplo. Você pode ter o mínimo de tensão desde que, incluído no elitista (onde predomina, infelizmente, mais status e currículo do que poesia propriamente dita), esteja tão presumido quanto tia Gertrude e seu "gênio", do you get me?.
Se você é poeta iniciante e está lendo isso, não desanime, há antologias, sites bacanas (como o Maria Joaquina, A Cigarra), eu já publiquei em alguns, tem a revista Não Funciona e jornal O-Casulo - muy da hora ambos too; há boas editoras que publicam sem cobrar; outras, como Cosac Naify y editora 34 até fazem distribuição abrangente, pero você tem de estar disposto a bancar pelas edições...
Sugeri o pseudônimo de Alice Sibila à Maria mas somos nego-véios na teoria poética e ela decidiu continuar usando muchos ésses, mas sem adotar apodo. (Ora essa: não tem a Índigo, Bruna Surfistinha, Andréa del Fuego, Rita Medusa, Marcelo Nietzsche?). Só sei que eu + ela já lemos tantos poetas e tantos teóricos que poderíamos lecionar em alguma escola pública do Capão Redondo no curso "poesia na perifa" (em breve...).
Estava falando pra ela que o que acho que falta-me é a "poesia em vida", mas isso existe?. Qual poeta vai ter coragem de dizer que vive isso? Será que tal façanha é possível?.
Olha, cara, amo meus poemas e, pra ser sincero, tanto o fato d´eu ter pressão baixa como meu controle de influências ainda não disseram que falta de tensão não é proposta. De maneira óbvia (abomino), pode haver tragi-comédia, ecletismo - caminho que o eu-lírico escolhe, assim como o eu-científico.
Amadorismo é termômetro, e não pretendo abdicar dele, quero transformá-lo em algo melhor, isso sim. Ao contrário de outros poetas, mostro poemas pra todo mundo (desde 2007), tô nem aí, escolhi publicar os escritos até o outono de 2008, pois fermentaram suficientemente. A world premiere já foi feita: clica na última nuvem do blog.
Acontece que percebo que tenho estilo próprio bem definido e percurso estético que desenvolve-se em poemas mais recentes; não vou fazer outra coisa a não ser trabalhar mais e mais as referências. Pô, eu tô dando a cara a bater, se coloque no meu lugar, você poeta: você sabe que é sua vida, seu coração que está pulsando ali. Até gosto que me critiquem - outro termômetro. Mas agora, infelizmente, vou ter que procurar a turma dos poetas "de direita" - não confunda tal definição apenas com aspectos políticos, ninguém disse que tais sujeitos não podem militar no PSTU y Federação Anarquista: o que os diferencia dos poetas "de esquerda" é que esses últimos creem mais no contexto histórico, à procura do reflexo de determinada época, 100pri almejando inclusão na leitura obrigatória dos vestibulares de 2055.
Já tentei ser ator, cantor... Agora só me resta esse maldito blog. Realmente amo poesia, mesmo. Pra ser franco, sobretudo, sempre amei escrever, mais do que ler. Ainda creönsa já tinha pilhas de cadernos com minhas diabruras, amava quando tinha redação no colégio e meu primeiro poema foi estimulado por um professor, meu xará. Gostava de fazer diários mais ou menos fictícios, minha mãe me estimulou também (ela lia escondida depois...). Adorava e ainda adoro cartas, talvez seja o meio de comunicação no qual mais me exponha. Eu realmente, positivamente, "formato-homem-mentemente" acredito que tenho alma de escritor, cuja essência é poesia.
Uma vez eu fui no batuque, em Cidreira, e pai Pantera disse que um dia eu iria curar com as mãos, veja bem...
Well, na Casa das Rosas acabei me irritando com a molecada (sou misantropo bipolar, daqueles que pragueja sozinho pelas ruas, capiste?).
Ao invés de as pessoas se fragarem que sou louco, não, parece que no fundo querem agressões, física e/ou verbalmente.
Vai dizer, quando a gente sabe que uma pessoa é louca.
logo tomamos cuidado, não é mesmo?.
Entonces, se você, poeta ou não, me ver na rua algum dia, NÃO FALE ALTO, ainda mais palavrões. Se quiser me conhecer, dirija-se formalmente e o principal: diretamente a mim. Nada de indiretas e vulgares tentativas de aproximação; tenho ouvidos delicados. Se você não me respeitar eu farei o mesmo ou pior e você, ah... você, NUNCA VAI ME CONHECER e/ou vai se ferrar (na tentativa vai acabar conhecendo a ti mesmo...). Ah, já ia me esquecendo, nem pense em mímicas subjetivas, principalmente mímicas de sotaque, não há nada que irrite mais um louco, principalmente louco migrante... Será que agora fui BEM claro?!.
Well², o que realmente queria dizer desde o começo é que, nesse vai e vem de histerias teen, percebi que o Diniz Gonçalves Júnior estava bem do meu lado quando eu tava lendo os poemas da Maria Alice; sabe aquelas pessoas que chegam chegando, sem fazer barulho? Quando tu percebe elas já tão na maior intimidade "por baixo" da sua respiração, eu mesmo já me peguei em tal situação, mas muitos não sabem por qual motivo você tosse, depois. Bom, não é BEM o caso do Diniz, pois a gente nem se conhece direito e ele foi mais sutil, embora eu tenha ficado nervoso do mesmo jeito. Fui embora e não vi a peça de teatro, por semirrespeito não cuspi na cara de um sujeito imbuído dessas tarefas a la egípcia (pseudotagarela, daqueles que acham que você é surdo e/ou não entende sussurros).
Imagine o seguinte: eu vou dizer que sou um cara super-humilde e, enquanto estiver afirmando isso, estarei te empurrando e/ou embebido de ar ameaçador. Se você acreditar e/ou se deixar levar por mim, sinto muito, mas você é MUITO BURRO!!! Nossa senhora, me desculpe, mas vou ter que dizer isso, é tanta gente BUUUUUUURRRRAAAAAAAA!!!.
com a qual tenho que conviver no meu dia-a-dia que acabei ficando meio ignorante também, é tanta falta de tato, superficialidade pra deixar qualquer um doido de vez! Desde cedo aprendi que não se deve julgar ninguém pela aparência, origem, religião etc. Morro de ódio ao ver atos de preconceito, mesquinharia: então eu morro todo dia!!!.
Não posso falar obrigado pois sei que já vão se aproveitar de mim; não posso dizer "com licença" quando uma pessoa, no fundo, espera ser atropelada. São coisas assim que me deixam louco, a "cegueira branca", pessoas que "não olham onde pisam", descaso e deboche inoportunos, são coisas que sugaram meu humor, boa vontade. Tenho vergonha de falar com a voz do coração, tenho que agir como se estivesse em um ringue non-stop e é assim e tá acabado, mano.
Bom², estou adorando o livro do Diniz, às vezes alugamos um céu que não gosta da gente, fazer o quê?
Comecei a ler o livro em Santos, eu acho, e embarquei na proposta. Ele é um cara de poemas breves, imagéticos, urbanos. "Limite" é um dos mais bonitos, provoca sensações líricas e tocantes - no que diz respeito a certo caminho de transcendência afogada. eis ele:
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Limite

Na parede do cais
óleo ferruginoso
dos navios ancorados

em meio às aléias da fala
babel de veredas distantes
limites de cordas e margens



A segunda estrofe se faz entendida até o segundo verso, o limite; o último trata-se de algo que eu ainda não descobri (nem pretendo...). Estou me identificando pra valer com os poemas desse cara, como nunca antes, nem com tia Cecília. "Mímico" é legal também, "Santos", "Aquário Municipal", "00: 01 - 2003". É como se ele decalcasse sensações num álbum - no qual, além da foto, sentimos cheiro, tato e recordação infantil dum precioso paralelo feito com a figura do poeta e sua vida, no decorrer de leitura "vertical".
Esse livro, "Decalques", me faz pensar numa atual preocupação minha: "o depois" do fazer poético. Como manter o pico, ar de novidade? É difícil e às vezes pouco aceitável ver um poeta se renovar pra não "trabalhar sempre com a mesma água"...
As pessoas, por exemplo, acham que minha vida é uma aventura emocionante, porque dizem que escrevo coisas "engraçadas". Confesso que não vejo graça nenhuma nas minhas palavras. Se um dia conseguir compor poema intitulado "ar da graça", aí sim: apartir disso cobrem para que eu escreva coisas "mais engraçadas"; talvez o mau-humor pareça engraçado só porque DESCREVE coisas cômicas. Estar a gostar de coisas relatadas é outro papo, bródi.
Só há pouco tempo descobri que Helberto Helder - aquele cara que escreveu versos maravilhosos, yeah, yeah - é misantropo! isso é oficial! Não é querer me equiparar como gênio, mas já imaginou Ana C. ao vivo? Pablo Neruda? Orides Fontela? Já imaginou conviver dia-a-dia com Baudelaire?.
Um passarinho disse que é sempre bom desconfiar des sujeitos que criam coisas mto alegre$, que parecem
muito do ☠ bem , compreendes?...
Não possuindo um.
"passado negro ideal" (como o meu, que está demorando demais pra acabar!), pode crê, mano, desconfie. No fundo os poetas são todos uns diabos e diabas. Eu adoro poetas.
Por mais "nada a ver" que seja o que jo escreva, gosto de ter consciência do que estou (des)construindo, palavra por palavra, frase por frase - sou poeta "da fala", ora bolas...
Acredito que hoje em dia é legal fazer a leitura do poeta e não da poesia - o "através", de fato.
Tem outro poeta que acho parecido com Diniz, que é o André Fernandes, no que diz respeito à concisão e ao "urbano"..
Emprestei esse livro pra Dolores, mas catei trecho dum poema on-line, que gosto:
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"eis
a mulher no retrato
desdobrada em outras
de seios nus


(que nudez é essa?
do que se está falando senão de corpos?)


apesar do esforço do fotógrafo
apesar de
escorrer o rímel que
dá forma à mulher


(sem nudez...
...)"



Alguns dos poemas de "Deriva" comecei a ler numa sorveteria de Santos (²)... - ... ciudad onde comprei o livro. Sua relação com "o outro" é de transferência too, com cuidado e delicadeza, pra não soar como maldade. Já discuti com um poeta sobre a cara colocação dos pronomes "eu" e "você", tanto à política quanto à poesia.
Só sei que o André Fernandes era meu amigo no Orkut mas me deletou. Não adianta, ninguém aguenta meu vaguismo por muito tempo. Encontrar pessoas loucas não é mais fácil como antigamente. Agora todo mundo tem Orkut...
Conheci uma menina legal, Dulce Virgulina, "de cara" falei pra ela: sou satanista, drogado, morador de rua, comunista, essas coisas... A mina marcou cinema comigo no dia seguinte!
Todavia achamos de melhor preferência beber um mate low profile e o bate-papo se estendeu pela av. Paulista. Rindo tão a la Cecília Meireles ela me fez crer que era uma das reencarnações da poeta (tipo assim, só pra exemplificar: não tem a Pomba Gira? E quantas casas de umbanda e candomblé, ao mesmo tempo, a recebem?... Já parou pra pensar?...). Assim como a querida entidade da luxúria encachaçada (me lembro até hj das gargalhadas...) a tia "nem alegre nem triste" deve se repartir em mil também,
,
,
ué...









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11/02/2009

explicassaum

O atual eu lírico (disperso) narra experiências ao delimitar julgamentos: no nível de limpas analogias, amigas, crítica e resenha confundem-se para a performance: lá vai: material de estudo, abdicação, falta de recursos. Seja energético, aplicacional. Inesperados setores (como o da inspiração versus imaginação) estão diluindo raízes sintácticas fora do âmbito ecológico - devido à recusa da reciclagem radical. O perigo é que a formulação de tal renovação também precisa ser constantemente adaptada. Para seguir o ritmo das novidades humanas o quesito-estilo pressupõe processus cada vez mais ousado, jovem y dinâmico...
A desistência de tal façanha acarreta de forma decisiva em "zoocaso" - 3° livro da poesia conjunta do coletivo abacaxixiita. Ao contrário da arriscada verborragia do mano MaicknucleaR:


"Tão menos dolorosa
(MaicknucleaR)
…a filarmônica herege dos ídolos socados no rabo retumbou ecoando entre as paredes daquele pedaço particular de inferno…
Cena 1
Corta-picas filosófica (O arregaço) Vodka e xeque-mate. Volúpia drink’s & Vale da luxúria. Festinha em que satã vai à forra tende a acabar em merda!.
Cena 2
Templário das serenas ninfas (panteão do absurdo)
Mais uma vez ela
acordou só de"


Com seu doce valium starlight - seguindo a linha free style, alguns critérios são subjetivamente adotados no desfile de sentimentos 2009-2010, embora adversidades insistam em dizer a máfia será visto pelo maior número de closes (doçura terrível):


"Blue room
Autor: MaicknucleaR
Segurei-a pela mão e arrastei-a para fora daquele lugar onde nossas mentes tinham idéias turvas mescladas alucinogenamente às luzes de néon daquela grande avenida por onde carros, ônibus, motos e bicicletas corriam rápidos, para chegarem em um destino qualquer e encontrar enfim, a redenção encaçapando seus lindos rostinhos em murros com anúncios de..."


Assediada pela imprensa, Dolores Duchamp dá recado final aos curiosos:
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__ Escolhemos a sorveteria para alegorizar modorra do poder, como o do 4°. O papel transformador dos meios de comunicação apenas "sova" burra filantropia - ainda presa às tendências retrô-global-warming. Diversidades religiosas corroboram no abstrakt hip-hop mais frio, já a quebra ambiental confere incendiária cristalidade ao centro de pesquisa do amadorismo sincrônico (biodiálise) contido no script (roteiro).
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Sombras se dão por satisfeitas.
Pensar no próprio pensamento estético apura um senso fichinha - de se sentir. Logo que tenho uma sensação bouwa, estranho, procuro o céu e/ou chão responsável pela transferência - diz caridosa, a substituição de seres humanos por não-metonimizado meio ambiente.
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a abacaxixiita volta aos palcos triunfante: modelos tiveram a brilhante permissão de escolha na inovação de liberdades: holofotes invadem o sono dos sabores: como chá de pera, Iron Butterfly dança valsa nos salões do inferno enquanto camareira morango-mor esfrega a passarela ao estilo furfles on the beach. Enyo pede a mão da Mulher-Bomba, esta que segura araponga ao invés da aliança: ao lado da fonte semisseca: 21h: cool:
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__ Caiam fora do meu campo de visão, seus abutres!
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