Silêncio militar é coisa rara em boteco? Violência transcendental escamoteia análise? Engana-se quem pensa que fama é algo ruim, contradizendo liberdade, liberdade de expressão, truta. Caminhando pelas ruas, à procura de compaixão, só... Eu não sou eu quando o líder da caminhada noturna começa a falar de polícia e ladrão. Saindo da frente do teatro municipal, caminhantes aprendem sobre moradia popular, (i)migrações, arquitetura noir and, é claro, ruínas dum antigo presídio, hj parque de jovens. Na Maria Paula tem uma pista de skate, e o Carlinhos Ahmadinejad tava lá, aquela mina de cabelo azul da mtv também, entre drops mó cabulosos. Caminhada seguiu sem
medo pra frente e os skatistas pouco se importaram em dar close na exclusão, à francesa, fraterna. Fraternidade lembra gnomo. Gnomo lembra infância de frio aconchegante. Um quadro de lã estampando uma casa. Uma casa no campo. Um campo frio, afastado, perto do rio, lareira acesa, família, amor, felicidade, eternidade...
....Palavra das verdes férias de Soraya, em Teerã. "Parece ser mais calor o clima envolta de ogivas, sem discreto close": a sensação de não estar aproveitando a vida por não saber vestir-se bem muito menos importar-se em sentir-se bonito. É tão óbvio: aparência não é importante na revanche da psicóloga ex-umbandista: dá bom dia pro mentor. Cacofonias não elegeram entrevistas inconscientes no boteco dos cearenses: até o mais viril maragato fica a deslumbrar-se com a bela economia de palavras, digo, depois da sessão espírita, a arte de saber respeitar o próximo fuma um cigarrinho e toma café com leite, pensando: me tratam tão bem aqui que nem penso tanto em Clarice Lispector. Eu permito que vossa mercê seja o que queres ser, eis a verdade. Mas ninguém permite que o encontro dê certo: finalmente, teatro oficina, aleluia.
.Evoé: Ellen Maria + Antonio Vicente Pietroforte + uma francesa y outra poeta aguardavam em frente ao recinto - já pré defumado com ervas da Jurema. Corre gira pai Ogum: tudo bem, houve uma cagadinha de maiô. Convite conjunto: desconsideração não pôde ficar nos colchões por causa de uma, a francesa. Pés não foram lavados e se vosmecê (estudante com carteirinha) quer pagar finte reäis (+ r$5 extra por taça de vinho) pra ver um monte de pau sem prepúcio, eis a oportunidade. Não pensei que a putaria fosse extrapolar, nem extrapolou: actrizes deviam ter igualdade de direito à nudez. Porque chega uma hora em que o banquete não mais apetece e adivinhações fracassam. Não fosse a semieufonia de uma das actrizes, distinguindo Eros no exato momento em que amores-próprios se distraem. Que tesão: preciso voltar a atuar. Preciso me entregar a alguém que, depois de ter-me, não vanglorie-se do feito, logo após deixando-me beijar o vento. Tem que ser pai mãe e filho pra me pegar. Vixe, foi mal... Inteligência é dinheiro? Conhecimento é pobreza? Engana-se a voz do palhaço que agora fala asneiras na cozinha da pensão. Cof cof. Voz de criança feliz: consolo, ou lágrimas, lágrimas de luto fortíssimo.
.Luto por outra verdade: sem testemunhas, a problemática não ocorre com Jurema: ela 100pri entende os poemas, "publicador" saiu na última edição d´
A Cigarra e em breve, na Não Funciona: "público", "aqui" e "atmosfera potencialmente explosiva" (el asho!). Berimba de Jesus y Caco Pontes são manos de responsa. Na praça Benedito Calixto, um rápido bate-papo não se alongou na hora do almoço. Tinha que tirar as roupas do varal, roupas estrangeiras. Não adianta: as coisas são como elas são. Caraleo. Pra que insistir nessa coisa de 100pri querer saber mais than o que nos é apresentado? Hj em dia não se pode mais ter segredos e omissões não devem ser tratadas com igualdade antes que assumam suas diferenças e toda uma leva de espertos ao contrário vá pro inferno. Já disse e repito, com algo a mais: nenhuma voz consola, muito menos perguntas. As coisas são como elas são. Se eu tenho ascendência alemã ou não isso fará diferença quando chegar 21/12/12?
.Estava pávido e feliz na apresentação de chorinho, no mercado municipal. De repente, do nada, uma mujer se virou pra mim e perguntou se eu era alemão. Nair, soulmate da Casa das Rosas, queria me dar um dicionário de português (de O a Z) + o livro da International Accounting Congress y, é claro, dicas básicas de etiqueta antifumo. Muy digna. Não perguntei se a amiga dela tinha ascendência indígena e fui, com meus fantasmas, comer um pão com mortadela + salada de frutas com mel 100% puro. Simbolicamente engolindo o desaforum y, saciada, Ilda Geyer - ex-Gestapo - disse que não chegou ao Brasil nos anos 40 e me deixou sozinho na mesa, desceu as escadas com aquela bunda enorme e ganhou as ruas de St. 24 de marcés. Fiquei lendo o
Boletim do Kaos. Parabéns pela iniciativa dos editores do jornal: Alexandre de Maio e Alessandro Buzo. Mto da hora a matéria sobre Abu Jamal. Interessante o espaço que esse meio dedica a escritores marginais e/ou pouco conhecidos pelo ranço literário. Preciso conhecer o sarau da Cooperifa, Sacolinha e Cláudia Canto idem.
.Canto onde nada e ninguém entram sem aviso prévio: a
Ocas" com Milton Nascimento tá bacana também. Li entrevista e quero ver os filmes daquela psicanalista-cineasta que adora se encantar com moradores de rua. Pra quem não sabe eu vendi essa revista por mto tempo e tenho carinho pelo pessoal envolvido no projeto. Que saudades da Pilar, da Maria Alice... Saudades ensurdecidas por ciladas, não, amistoso no cio: Dostoievski me olha, tá na hora de acabar resiliência? Nunca. Esse mundo das letras é mto rançoso, estagnado, não adianta. Há mais dinamismo em artes cênicas, e menos estranhamento: não há nada q mate tão bem quanto o olhar de estranhamento. E esse palhaço precisa do palco, urgentemente. Escrever é vício, poesia modo de vida, mas atuar faz bem pra saúde.
¡¡¡Zé Celso,
me ajude
!!!