08/03/2014

drama do dedo

Alguns de vocês já devem saber que venho sofrendo as agruras do SUS, indicador esquerdo no pingue-pongue da má assistência. cheguei a desistir da cura, banhei injúria nas águas de Iemanjá até que ataduras sumissem. eu mesmo, em carne e ossos Italac, masturbava olfato com doce acúmulo de secreção, sem nunca gozar, quando voltei à Babilônia. Soraya deu a luz: Hospital do Pari: tou aqui de buenas agora, juro de coração que, a despeito da destra sadia, supervisiono médios e escrevo controlado, adorado pelo karma police e essa merda toda serve apenas pr'alimentar cultura do estranhamento.

Esses filhinhos de papai gritam com pacientes como se muito provavelmente estivessem falando com seus próprios parents pau-mandados. pessoas sangrano, pessoas tudo quebrada e o bom humor sempre pleno, inquebrantável. poderia estar fazeno denúncia pra valer? tirano foto, gravano vídeo? mandem sugestões. minha excelente memória fisionomista vai a Cuba em off mas não apoia Dilma. foi-se o tempo em que a gente ficava aguentano desaforo desses covêro de branco. eu hein. acredito que, conforme um deles disse, daqui duas horas chega especialista. burocracia enfaixando traumas, antecipano fim. e cada vez mais duro, cada vez mais duro.

Briga de rua: enfrento 5, 6. Bernadeth esclareceu que coragem aliada a falta de cérebro é algo muy 60's, hoje em dia não dá mais pra ser assim que nem o Bukowski, tem que ter dinheiro, estudar. Babilônia esquenta sangue, dilata tudo do cérebro ao pau. da cintura pra baixo a batuqueira inveja meu caminho, num vago arrependimento, ainda me olhando feio, à distância. as micose Iemanjá lavou. não devo falar o quanto besuntei as partes. escondo, tento esconder o verso da folha de raio-X onde agora escrevo. a mandingueira está no olhar do povo que paquera sordidamente aquele rapaz do filme Teorema. eu hein. minha "liberdade"?; minha "sexualidade"?; minha "beleza"?; minha "simplicidade"?; minha "inteligência"?; minha "solidão"?; minha professora de matemática é a única que tem apenas um (1) rosto. enquanto me pergunto que diabos fiz pra merecer sempre, inevitavelmente chamar tanto a atenção, sua voz vem me consolar numa viagem de maconha, tranquilizando aprendizado, depois que deixo Rafaela e volto à república dos lumpemproletariados. os outros riem com segundo rosto. minhas costas não mais ouvem o pajé defendendo psicopata mascarada, que caiu como um cocô na frente do quadro negro. como sempre ninguém nunca está do meu lado quando ela mente ter uma década a menos de vida pra ficar amiga dos gremlins. nenhum deles passou, não curtiram publicação onde explanei meu calvário, muito menos quando tornei público que passei numa pública. façam que nem essa senhora, esperem as lágrimas formarem um rio, mas reclamem, pagamos impostos até pra respirar, sejam chatos mesmo. se não tem reclamação continua como está. 135; 156; 100; 190;

Ligo pro posto: estou aqui, preciso comprovar deficiência. caso eu não consiga todos vão rir. espero 1 (uma) hora e a médica diz que eu não sou deficiente mental. no Pari o tal especialista começou a gritar e meu dedo não aguentou, disse tudo o que pensava do péssimo atendimento, gentalha, gentalha. lido com pessoas, sou pesquisador de rua. a iniciativa é sempre o respeito ao cliente.
quando eu era guri, no treinamento para o primeiro trampo de carteira assinada a psicóloga ensinou que devíamos tratá-lo como um REI. nunca mais esqueci. seria preciso uma estranha exumação de aprendizado pra mudar meu (putz, fugiu a palavra...) "jeito" de tratar seres humanos. alguns anos mais tarde eu entraria numa discussão com um amigo, garçom em Londres. então cada um tem o que merece, então cada um quer ter fenótipo do cara de Teorema, então não conseguem e por isso o maltratam. então fazem aeroporto com murais sinistros e num deles o cara do filme é criança e forja espada sem saber que seu pai está ali embaixo, o que todas as crianças do mundo envolta sabem. mas não o avisam. sorriem, assistem.
não é exigência. apenas quero ser tratado da forma que te trato. vou botar o mundo na justiça, pedir indenização ao universo por permitir que a senhora que amaldiçoou minha vida siga impune. tento dobrar o dedo sem sucesso, semiduro.
energia telúrica (positiva) da região acalma os nervos. seus filhos não souberam por minha boca, mas sim por uma boca que tocou minha boca.

Troco UFU pela UFABC de última hora porque tenho compromisso com meu movimento de rua na Babilônia. não grite comigo.
amigos: é tão bonita essa higienização de encontros sem alma, ela raspa nossas emoções doentias e vamos rolar feito pedras, antes ou depois do amor consciente? não saio daqui. quero saber se tu tá lendo isso, Fátima? a última vez que te vi ia pedir esmola mas quando cheguei mais perto percebi que era tu e fiquei envergonhado de atrapalhar sua conversa naquele bar, creio ter sido indiscreto ao me afastar. também me arrependo duma gargalhada maligna que dei antes de peça de teatro sobre a morte; de ter me levantado pra ir embora quando tu chegou, ~única guria compreensiva do uspício~; de ter praguejado enquanto o francês conversava com tua miragem, poeta que enviou o livro; de ter cruzado contigo na Augusta, sorrindo mas desviando olhos do encontro, paramédica; não ter ido morar contigo, mãe; ter te agredido, pai.

Poetas são pessoas predispostas à mágoa, mas sou pisciano, não finjo. para de ficar me olhando com essa cara de cu de defunto. já mandei tanto a polícia se foder que ela então desejou profundamente a quebra do símbolo ofensivo. mas a falange não foi discriminada. deus enviou batalhão de putanheiros pra bloquear o caminho da energia rosa. ecos de compleição espiritual agressora. erotismo social entre machos pode muito bem ser metaforizado em arenas de tourada. daí vem aquelas mulheres vorazes pra dizer que feminista é tudo lésbica mal-comida, e que portanto precisamos que elas sufoquem nosso Édipo para passar maldição aos filhos. eu hein. significa que vou sofrer atrás de dinheiro pra comprar carrão que me permita pegar mulher bonita?

Tento apertar botão do bebedouro e não consigo.

Ui.

Um comentário:

Luciana Maria Tico-Tico disse...

coveiro de branco: bem isso!