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13 janeiro, 2018

URGENTE!!! Ministra delata presidente de estatal envolvendo mensaleira

A ex-ministra do Meio-Ambiente e Minas, Suelly Vittar (PSDB) acaba de arquivar denúncia envolvendo triplex. No esquema de Furnas, Salety deixa o cargo após pressões da base aliada, permitindo assim que, em última instância, sejam expugnadas provas contra o juiz Sérgio Moro, sujeito à aprovação da ficha limpa em agosto último. A ministra teme que seu mandato interfira na candidatura da 3° Vara Distrital caso o prazo exceda 30 dias, propostos pela ala conservadora, por isso aposta no delator como estratégia de embargo estrutural à OAS.
Direto de Brasília, Suely embarcou nesta Quinta (12) à Unidade Semiaberta de regime para saudar a juíza tucana, numa demonstração de apoio ao condenado, o que desagradou Tieta (PSOL-BA), em nota oficial: "Não podemos mais compactuar com esses canalhas, todos vergonhosamente processados por lesa-pátria. A juíza dispõe de todos recursos cabíveis para estar vindo futuramente a homologar semiaberto, sem conformidade nenhuma com tais aloprados. É inaceitável empossar uma anta como essa para cargo de confiança." 
Como já era de se esperar a declaração causou desconforto na oposição. Segundo nota emitida pelo gabinete da porta-voz púbica, Tiaga Alencar estava nessa mesma tarde investigando possível desembarque, discreto e gradual, de possíveis declarações eróticas: "A ministra tem o legítimo dever de gozar do cargo, o que nos importa na atual conjuntura é averiguar se cabe nova contratação de equipe, e não condenar um vereador inocente por suas preferências de foro íntimo. É um absurdo! (...) Assim fica bem claro o porquê da diligência ao veto de tais medidas."
Gorete dos Milagres (DEM-OS) arquivou pedido da cândida virtual. Foi necessário mais corte de cargos na emenda constituinte, visto que a juíza decretou falido o projeto petista, enviado ao Congresso sob vaias, na noite de apuração. Eram frágeis licitações sem aval de propinoduto, via de regra restavam brechas no texto final, pautas e putas deram o cu na última sexta, no Palácio do Jaburu. Tiaga achou exagerada a abordagem, exigindo transparência na buceta do deputado. Pode ser viável uma xota raspada sem muito prelo, em primeira audiência ao trensalão sem-teto.


Katyfunda da Silva
direto de Brasília pela Reuters®

24 junho, 2011

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inferno dreams of you não atravessam vazio sem trazer vício.
Cruzo com pessoas do passado e não posso mentir: aos poucos me visto com tudo bem sobre tudo mal. Viro rosto ao quebranto, tatuo dedo médio
(na nuca)

Tudo o que eu queria era estar perto do que sobrou da minha família e descubro update: não te interessa!11.
Cada dia que passa é como se eu envelhecesse 1 mês, principalmente agora que estou sem meu cão Theo. Tive que doá-lo para que não fosse maltratado
(na minha ausência)

Quebranto: depois de tentar me adaptar ao ar da sacanagem, associando "verdadeira razão de tudo", fico parado e cabisbaixo, na esquina. Me persegue olhar misto de presunção, desejo y estranhamento. Tal campana cármica sepulta saídas para liberdade imaginativa - refém da arbitrariedade
(alheia)

Se isto é tá na pior, imagina o q é tá dentro dos arabescos de alteridade, florindo nojo vicário. Caio na armadilha da ridicularização
ao sorrir toda vez que há distração
(merda)

Arabescos d'alteridade: dramatizo ponto de partida dessa cousa em oficina com teatro da vertigem. Me sinto really à deriva de cascatas de nariz, arco-íris de cumprimento, horizonte de vozes, ventania de beijos...
É claro que não consigo manter o axé. Nunca consigo manter porra nenhuma na minha vida. Se ao menos pudesse viver de teatro, entre pessoas com as quais me identifico, iria conviver de bouwa c/ essa nuvem
(negra)

Corta: cidade atrás dos olhos
estamira: admirável mano novo: exteriorizo: imagino: vejo: vislumbro vazio: vórtex:
morte
(.)

28 setembro, 2010

ressurreição

"sem perdaum a moita estulta dessa vaga, irreal pressaum que inventaram de colocar sobre nossas cabeças"
Jeremias

"naum tem problema, pode dar sossegada"
Activia Travassos


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Fiasco primeiro ter perdido controle: meus gastos com vestuário nunca restringiram doação de amigos: e se pá é na pior carta do tarot que destinas meu beijo sem vergonha. Aquilatada em rastro de overdose sideral, se essa merda não acaba em 2012, que será de la propriedad?
 Recebi e-mail de ex-teacher of english no qual 20 anos de poder não foram explicitamente esquadrinhados pelo polvo estrela: sabe Cthulhu? ele vem do céu? Você tem o mesmo grau de conhecimento de una anta, familiarizada com deboche pseudocontrário das minorias? formigas, lombrigas e demais pestes: saiam do intestino de Jerônimo! saiam do corpo esses pensamentos-cão-desculpa razoável pruma aproximação final e sossegada entre seres humanos que ainda geravam aquele gostinho de preocupação nascendo no meio das sobrancelhas de uma hora pra outra. mas não.

 Não: o dinheiro acabou e, aonde quer que eu vá, pesquisas: prefiro fraudar opiniões num cabaré do que brincar com o futuro do Brasil; pou... fintchy reais pra mijar na boca dum contacto parece pouca cousa só pra quem restart ouvidos, olhos: ler e entender mano androide nesse ímpio labirinto da riqueza, consumismo, msn, amor, moda, esperança fé harmonia irmandade saúde aquém: mina, temos que nos conhecer. Seja médio ou pequeno o tamanho exterior da palavra gelo que odeia o erre.
Só tu me entende, só uma troca de musas mulas xuxa risus.

Perguntei pra profissional se ela fumava, daê qual marca, daê se era box ou maço, curto ou longo. Nada mais foi dito, nada mais me lembro, nada além de nada.
Acordei na CCMQ. Fizeram um lance imitativo de virada cultural mas, sei lá, estilo carta me remete a Caê na peça de Virginia Woolf.
Chorei como no belo fim pra sempre o tempo o amor entre nós pra sempre as horas: eles não entendem nosso sistema.

Eles não ligam pra gente: tive que sair desse reduto pseudopose pra levar profissionais à Cidade Baixa. Não fosse fake, seria tântrico meu desejo de abraçar uma carta: não-inimiga, ou seja, igual-igual, igualdade, igualdade. Foi bom não rever Jackson com aquele bando de frustrados na mesma pós-derrocada-bar João/Bambus.

Adoraria contribuir de alguma forma underground, pois ninguém precisa saber diferença entre dia e noite no olhar de insistentes traumas/nirvanas adictos como amor de perdição, tá. Pense duas vezes: você quer ler a vida? com quem e/ou com o que você lê? você gosta de ler? Ou a leitura obrigatória do vestibular de 2005 te fez acreditar que outro mundo é possível?
Imagina só, aprender a gostar de ler, chapado... ler pessoas, ver livros, acreditar em alguém apenas à distância, yeah, estudo e ressurreição.

Leitor: tive sérios problemas com a carrocinha. 
Depois de Juracema, Soraya diz que tem saudades de vida-loka amenizada pela doce cia do filhotinho não-naturalista da falta de voz. Confesso: fiquei tocado pelo vazio dessa atriz mexicana, tanto que deixei profissionais com colegas de Beco e, sempre na camufla, ojerizei esse céu que me reflete apenas na derrota.

Imaginava mariposa negra, que matei...

Sobre a cabeça, o peso de qualquer injustiça...

07 fevereiro, 2009

próximo

__ Fogo?.

FOGO! escravo das paredes até transformação em mestre, é, transgressão da pausa vigilante, ininterrupta.
Levem em conta o blecaute do último episódio, queridos: interferências mil chacoalham olhos dentro das caveiras -de maneira bem sustenida- pra encorajar o tal do entrevistador,,, meu bem...
Fortalecidos, digo, fortalecidas, interferências entopem, devagar:...

__ Vá com calma, é minha primeira vez...

Estilo brutality sem interrogações e/ou pano de fundo lost mortal kombat, honey : nenhum paparazzi vai ficar atrás desses vultos (infantis), que se arrastam... se martirizam etc. Sedimentados por bolhas elétricas, veja só, dias que nunca chegam tocam os primeiros acordes da nova paisagem: olhe para as nuvens, snif, pausa, no ar: mais um arame a emanar miséria dum começo de tarde rural.
Ok, o novo plano é lá perto do conflito pela terra santa e é Dulce quem primeiro estranha o break não contido no script:

__ Pessoal... Onde estamos?.

Ah, minha filha, se sua língua enrolasse outras línguas (mínimas), suco logopéico (dança do intelecto entre as palavras, cíclicas) não aborreceria o céu de nossas bocas: entrevistador tenta não pensar em maneiras milagrosas de combate aos bigodes chineses: se equilibra. Entre escombros seu rosto vê as sombras: calmas, caladas, elas se aproximam:

__ O que vocês querem?.

Não à toa, balões sobre serpentes inflam lá na praia, quando os 4 se vão, vão!!! Deu!!!. Chega!!! Sem palavrões por favor... Era festa, esse clima de réveillon...

__ Não é você, é o que ELES querem que eu seja...
__ Quem?.
__ Esses que tão aqui atrás...
__ Ah... tah...

Vai sombrinha amiga, fica comigo esta noite, não me abandona nunca mais, juntos beberemos da fonte da juventude, nos banharemos na água fedoreinta antes que cenobitas do purgatório destruam o que restou de nosso chão (terra). Não é você, querido, olhe minhas mãos, parecidas?. Olhos corrompidos, pausa pela mesma curiosidade que faz abelha picar nervos de osso, huahuahuahuahuahuahuahuahua... ai ai, sou tão engraçado, porém estourado, cuidado: sou gaúcho...

__ Já imaginou lençol entre ossos e pele?.

Ao invés de carne, coma mais soja, delícias como moranga estão com tudo em Beirutchy, já as ilhas fugi apostam nos minerais pós-modernos, babado forte...
Doce desilusão, quem está embaixo de mim? Responda dentro de 2 minutos e meio:
1
2.....
3............
4...................
5..........................
6...................................
__ Não vou esperar a próxima adivinhação, não.

A sombra dá um movimento brusco e Federico ouve barulho de metais: são cortantes, ao invés de guizos, são arames, chaves, joias guardadas dentro do pé...

__ Ai el asho q vou desmaiar...

Dolores socorre Dulce. Assim que uma perde consciência a outra aplica-lhe siririca terapêutica: o passado de raízes brancas vem à ruína: espetadas, paralisadas, arrepiadas benevolências injustiçadas, buáááá!!! Hj minha colega de trabalho falou coitado dele e o clima de vitimização capta a espinha do entrevistador: ele tenta não associar frankenstein com o choro da paz:

__ Amo você.

Corta: você ia dizer ainda bem que não fui eu, não é mesmo?.

__ A observação de Dolores deve encerrar a ânsia das línguas: nada, nada mano:
__ Mano Brown? Você é um demente, ao vento, tempo, pensamento (ar)... fica comigo (pra sempre).
__ errou no alterego.

Um pássaro dispara à fonte. Federico mediuniza todos olhos a tempo de mapear o caminho. Dulce se desenrola:

__ Achei, achei o creme.

Assim que passa antirrugas, seu rosto aveludado de bebê não me pergunta por que (svendla, tá certo?) Dulce Virgulina não dá tempo de resposta erógena, ressuscitando:

__ Ai meu Deus, ai, vixe! O que é isso? O que é isso gentchy?.

A sombra mais sociável pede que as hostis abaixem armas: eu vejo quem você é: posso me tornar um demônio, errar eternamente no mesmo erro, mas só o fato de ver essa borboleta amarela me desfalece o bigode: sombras tornam-se maiores que armas: ou seja, meu caro: por.
amor.
,.
o.
sacrifício.
é.
purificador.


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31 janeiro, 2009

cilada de frutas


VI

Doce metalinguística a 4 e/ou rigidez de garras: o que tinha que ser dito é esquecido... com o vento... pra sempre... o amor entre nós... o tempo... ...As Horas.
Depois de 4 picolés o entrevistador tem sensação de estar ouvindo comentários sobre algo ainda não feito, embora - noutra adversidade - pré-arquitetado. Ele pensa... pensa... esse é o tipo de lugar ideal pra relatividades fresquinhas e a ideia não é minha, esse ar não é meu, graça não gruda em gordura, de graça só o sibilar, de nossas, constatações... Barriga cheia, lua ainda brilhando (no mar) - meio eclipse, meio recolher de asas. Ele coça o pé:
__ Que coceira.
O semicochichar de Dolores e Durvalina (Dulce) é puro close.
__ Não consigo me concentrar.
Não consigo voar - Não tenho horas - Não tengo casa: Federico se levanta e vira o disco:
__ Preciso trabalhar - é o que diretamente indireto me diz o ar. A Chiliques Esplendorosos desse mês saiu, visse?.
__ Yeah, o lance da faixa de Gaza..................................... __ Pode crê... eles deletaram a parte que eu falo da fonte do rio Jordão, e da arca perdida.
Lá fora a fonte da juventude expele 1/4 de enxofre.
__ Um lado ameaça outro e............................................ __ ... a verdadeira briga é por causa do maldito fornecimento dessa água........................................ __ Buh...
Federico vira cabeça pro lado e dá uma cuspida no chão. E os pobres armênios? Que lugar a história reservou pra eles? O entrevistador ouve marulho. Assaltantes de paisagem se amansam. Às vezes a única saída pro sofrimento é aceitar o papel de vítima. Esperando que o futuro possa reverter o sentido teológico das coisas ditas no passado: através de novo encaixe imagético, videoclípico, mãos atrás dos olhos: olhos da voz: Dulce Virgulina repesa sombra negra no terceiro milênio: 4 estações da visão: 0 cenário desaba:: cóf: crianças choram, de alegria;;, cachorros latem, natureza se comunicando: esfareladas epígrafes flutuam em derredor: na brisa: 19h15: branco, preto, cinza, opala, branco, branco feérico:
__ Faz tempo que não sinto meus olhos livres...
Dulce e Dolores se ajoelham. Sobre as primeiras lágrimas de ódio da noite, brilham lábios com exagero, extremos beijos, intensos cheiros, cóf cóff, sniff. Aqui fora verdadeiro close, verdadeiro apontamento. Pode não ser importante pra vosmecê, seu entendimento, entretenimento.







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13 janeiro, 2009

sorveteria fetichista


II

Mal-estar.
deve haver outra solução.
pra essa rua.
apesar do bueiro aberto.
do asfalto.

um homem pode tapar o buraco.
outro pode ordenar o serviço.

a vida continuar sem cactos.
pelo caminho.
atrapalhando o tráfego.

André Fernandes.



Já estava imaginando: lua cheia: ploc ploc: quase engolindo seiva-cinema.
Frederico Minuano olha pro pé direito antes que teoria do caos passe na frente. Rente ao peito ele sente primeira invasão, segunda, terceira... A fachada da sorveteria tem touro repleto de lâminas, estranho, na foto para os 100 + sexies o fundo era de 1 peixinho cor de urucum.
Bloqueios à vista não baratinam a meta do chão: seduzir phyna tristeza: repleta de castanhas ao rum, algas, gorduras trans: bloqueio #2: o ar nessa cidade é estranho (mas graças a Deus adversidade #1 encontra menos atrolhos).
Assim que fica pra trás, a fonte da juventude descongela: carpas semirrefestelam-se (não são malucas nem cegas...).
Vozes femininas y Testosteronas motoqueiras pedem desculpas mas adversidade #2 bloqueia-se por completo quando Frederico decide escolher flocos light. Dulce Virgulina engole antepenúltima derrota do dia:

__ Não acredito ter ficado de fora.

Frederico Minuano põe mochila no chão, para desgosto total da paquera:

__ Você não vai perder essa mania de botar tuas coisas no chão?
__ Tem espaço na sua casa já?

Funcionária com picantes olhinhos de macaca começa a dar close da voz: Frederico dá suspiro #3, mas a adversidade de mesmo número aborta abordagem de dó:

__ Sabe Frederico, ah Frederico, vou voltar a falar com o vento e olhar pro nada, na tentativa de não ter minha respiração fotografada nunca mais...
__ E seus pais?
__ Que quê tem?
__ Concordam em alegorizar o rito de gerações?

Picantes olhos de macaca adquirem cenho de estranhamento. Dulce Virgulina aproveita esse embalo:

__ Ora, ora... também tenho talentu´s, mel último búqui rendeu cerca de r$ 35.000,00. Não vai ser agora que vou desistir da minha carreira.

Ela balança a escova regressiva pra trás e faz canudinho com um euro; cenho de estranhamento agora parece mais grave com mão sobre o telefone.

__ Nem pense nisso Dolores Duchamp! Feche janelas e vá limpar o chão duma vez, sua curiosa...

Dolores Duchamp mal tem vida familiar e/ou afeto imprescindível. Diálogos com papai e mamãe -lacônicos e 12% frescos- resumem-se a desforras de doidêras, nunca aos 26% de criação personal. Frio fetiche deixa escorregar passado glamourizado em tuberculoses cabisbaixas, fora de foco, o que impregna seu coraçãozinho com incrível reserva de perdão:

__ Cóf cóff, sua quenga lunática, tá pensando que sou tua empregada eh? tá no horário do fechamento, acabem esse bate papo no msn.

Frederico Minuano Desencurva coluna:

__ Nossa conversa aporrinha de maneira diretamente indireta?
__ Yeah...

Ele abraça Dolores: começa a chover: verbos entardecem, semiderretem mágoas lendárias: lá fora, carpas aliviam 13% do intestino. Alheio ao melodrama, um livro de Aldous Huxley jaz o bookcrossing sobre assentos verdes.
Na sorveteria luzes se apagam, mas adversidade #4 bate na porta: entrevistador: o trio se apressa pra colocar a roupa: Dulce antecipa:

__ Pode entrar.
__ Com licença.
__ Seu chapéu e bengala, por favor.

Dulce Virgulina pousa os pertences do entrevistador no chão e o acompanha até a mesa:

__ Sente-se.

Cadeira metálica é oferecida e ela se retira, silenciosa (não sem antes, também em surdina, revidar pela última adversidade, roubando sua carteira).
Dolores Duchamp acende velas e, austera, serve copos de vinho (pelo lado direito). Frederico não perde tempo: acende charuto e cofia a barba loura, dizendo-se preparado: entrevistador bebe um pouco pra se aquecer e reprime muxoxo:

__ Como foi a semana?
__ Não precisa perguntar com esses ésses sibilantes... ora mérrda... Foram cerca de 300 reconhecimentos provincianos desde a última intransvista, deixe-me ver, é... bom, não vou te falar de origens pois assim estaria me portando da mesma maneira que meus algozes...

(Só agora entrevistador se sente 73% à vontade para tirar a mão de cima do gravador).

__ ...É... é... bom... é... tiop asin mew... sei lá... no fundo sei que é por minha causa, deveria parar de cuspir na cara de casais públicos. É uma questão de estilo, você sabe.
__ Claro, claro...

Dulce Virgulina e Dolores Duchamp tiram cartões, lenço branco bordado a ouro e r$ 2.000,00 da carteira mas, com encaixe de fôlegos da adversidade #5, voltam do lavabo de mãos dadas, muy religiosas. Dolores desvencilha-se por 1/4 minuto para entregar um lembrete (sobre a bandeja).

__ Obrigado, Dolores - pode se retirar.

Dolores abaixa a cabeça e tenta não chorar, sabia sobre o que estava por vir: algo incrível, forte: prefere sorrir escondida. Dulce por sua vez faz carinho nas nádegas desta: sutis cócegas despertam doce arrepio.
Sofisticada telepatia: Frederico tenta conter-se:

__ Vamos lá meninë, instantâneos antônimos morrerão na praia antes do download completo de transanonimato, vamos lá: 1. meu amigo flanelinha foi assassinado; 2. o blog encalhou; 3. parei com padê; 4. sorri no Réveillon; 5. sonhei com cachorro de novo; 6. não passei no exame do detran; 7. preciso me mudar;

Ele dobra a perna:

__ 8. briguei com um engraxate anteontem; 9. pera, uva, maçã ou salada mista?
__ Salada de fugas.






01 janeiro, 2009

sorveteria fetichista

Jovens humanidades não deram certo,
mas o congelamento de verbos foi um total sucesso.
Através de doce e fria urgência -na moda-, o desbloqueio tem um prazo de 20 minutos.
Com aljôfares de alisabel a escorrer do picumã, Dulce Virgulina olha pro relógio (que ganhou de presentchy...): 17h41: hora de recortar horizonte teórico de irreais paqueras.
Ela tira um lenço do bolso sem furos e com sorte acude um ensaio de nostalgia debaixo do olho esquerdo. O perfume do sabão de estrela ainda desprendia de suas nádegas mas, no mundo em que vivemos, não adianta fazer cara de desentendimento: uma das vespertinas bolhas elétricas morre na orla e ela mantém róseas raízes de ressaca libriana.
Com sombra negra a pesar nos pensamentos pela 5° vez, ela não digere atropelamento de Frederico Minuano que, reajeitando as costas na mochila, desvia do vento encanado e atravessa a av. Atlântica.
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19 dezembro, 2007

1001 utilidades

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Retumbou de um jeito invasor, enquanto velozmente procurei refletir sobre o significado pessoal que ela quiçá estivesse imprimindo naquele apodo quiçá momentâneo: bordão de sucesso do esfregão de aço, lembram? Mais tarde voltei a pensar e repensar no acento de sua doce voz, emersa de fino restaurante, perto da Consolação Station. Agora estou também pensando nisso. O que será que ela quis dizer com aquilo? Às vezes adoro a companhia de celebridades, mas o olhar da Maitê Proença não é perdido e quebrado como de boi. Seu glauco vislumbre é de um respeito que procura não muito penetrar e se permite sereno perante os outros. Fora isso ela é uma coroa muito boa, enxuta, pele bem cuidada. Usava seus já manjados cabelos semi-curtos com luzes, e raízes negras talvez para dar um toque de personalidade a seu naipe de européia. De fato e de perto uma mulher muito charmosa. Deixei e-mail e telefone mas até hoje ela não entrou em contato.
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Gostei de seu papo numa entrevista no Jô - ao relatar viagens pelo mundo ela não mencionou ayahuasca que outrora fervorosamente venerou, nem daquelas tretas de respeitar a luta do Sting pela Amazônia e pelos índios. Não sei por que essa mulher deixou lembranças antes de nos conhecermos por gente. Certa vez ela viu uma luz laranja que entrou na barriga dela, segundo diálogo esotérico e meio enigmático sobre quando sua filha ainda não era concebida. Ela é dessas pessoas que despertam simpatia à distância, de maneira peculiar, sem menosprezar a inteligência alheia. Sei que ela é escritora, que já posou nua duas vezes, e sei que Sassá Mutema já a fez pensar em sua atribulada vida pessoal enquanto encarnava a professorinha Crotirde - que deixou a primeira impressão no meu coração.
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Tentei sentir o doce cheiro dos açougues que lembram a infância na terra das tempestades de verão, mas foram outros fatores que contribuiram para a reprodução de odor nostálgico como o que ela descreveu numa coluna de revista da sua emissora.

Aquariana talentosa, 100 anos à frente, estava com suas eventuais quatro amigas de mesa, todas animadas conversando sobre sei lá o quê que a fazia revirar a cabeça teatralmente perante mini-problemáticas apresentadas às esmeraldas sob sobrancelhas negras e semi-grossas. Ela fazia esse percurso condescendentemente compreensivo que acompanhei de longe, porém eles se tornaram conscientes da minha presença e cessaram. Como Proteu paralisado em meio às idéias baixo-atmosféricas ela tentou se desfazer da minha atenção, embora não me visse. Cuidadosamente me aproximei mais e mais. Já por cima do que ocorria, as amigas bebiam vinho como antas que comemoram apenas com ajuda de algum erro alheio. Sem dar atenção a essa incômoda companhia finalmente cheguei: ofereci meu produto e ela quis pagar a mais e à vista. Ofereci mais: não queria sair do encontro sendo injusto da minha parte.
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Nem mesmo no ápice da conversa: ela não mostrou os dentes em nenhum momento. Quando disse que eu era 1001 utilidades não me agüentei e mostrei os meus, mas não foi forçado, foi num momento de fraqueza, entende? Me intriga saber se ela entendeu o que meus olhos queriam dizer enquanto eu acavalava minha alegria espontânea. Ela continuou me mirando, respeitosa, iluminada por lusco-fusco ambiente que lhe caía bem no meio da escuridão confortavelmente dominada. Foi uma das únicas vezes que vi uma mulher aberta na minha frente, não tive a sensação de estar conhecendo outra parede na minha vida. Maitê me fez querer fuder com ela.
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Se eu conhecesse melhor seu trabalho, quem sabe? Se ela é dessas que gosta de ser profissionalmente elogiada, talvez me desse bem se não ficasse envergonhado. Sei das aréolas quase negras, não me lembro muito do resto, procurarei pesquisar. Acho que ela é dessas brancas que se dizem negras por dentro, a Vera Fisher uma vez disse que tinha o coração negro. Bom, talvez atores sejam 1001 utilidades, escrevam para mostrar que ainda têm cérebro e posem nus para ganhar dinheiro. Sei que Maitê já namorou um cara mais novo, Sérgio Marone, na época que ela fazia malhação com ele. Então é isso aê Maitê, um dia nos trombamos de novo por aê.
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(sustentabilidade): na hora de comprar um carro, faça um cálculo simples de qual o tamanho ideal para suas necessidades. Veículos maiores consomem e poluem mais. Modelos do tipo flex fuel estão adequados às normas de proteção ao meio ambiente. Lembre-se: prefira abastecer com etanol.