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19 novembro, 2018
03 fevereiro, 2018
para de ser doido!
Foi
taróloga mendiga quem decretou: professores de teatro que também
são atores não têm alunos, têm possíveis rivais. Para
de ser doida! Antes de tirar ovo do cu e redigir fake news neopentecostais, toma 16 banhos de anil, tapa
umbigo com esparadrapo, carrega terço e ônix no bolso esquerdo,
José, Ricardo, João, Rodrigo, Jackson, não minto, Odoyá, vela de 7
dias no sábado.
Foi
um ano pra quem acredita em calendário, signos e fiasco. Na área
das artes dediquei-me mais às cênicas do que às literárias:
inveja mais próxima, arrivista e/ou competitiva suja, fez com que eu
melhor avaliasse certo ímpeto meu em heroicizar a figura do professor - palavra que sempre brotou no peito, doce, indagativa. Os
bonzinhos se fodem durante a maior parte das novelas mexicanas. Já
em Terradois Jorge Forbes apresenta bastidores de esforçados tramando contra talentosos. Abstraí, tirei o ovo da camisinha e não
fui selecionado. A italiana me deixou nervoso e uzoiudo mandaram
zica suficiente pra rachar bendite frute.
assim
como poesia
vida é uma questão de sorte
vida é uma questão de sorte
Esse
ano já limpei vidros; liguei pra sensitiva, e fui atendido; fui
figurante principal de comercial; fiz cortinas com as mantas de
doação; doei sangue; troquei chuveiro pela primeira vez na vida;
contemplei mendiga arrumando cama, com todo cuidado, pruma boneca
branca e loira; içei velas para o nada que nina a morte.
nome
completo e data de nascimento
Tudo tem seu lado ruim.
Continuo sem dar mínima atenção a quem gosta de chamar atenção (e isso não é uma coisa boa, segundo minha homeopata). Não consigo disfarçar risadas de deboche (lembro-me da freira de Huxley, que de repente gargalhava num momento sério, ecumênico), minto que é de nervosismo que rio da incompreensão alheia, nas ruas: por que não param de ficar me olhando? Toda vez que estou triste, ansioso, depressivo, observam meus pensamentos, estão no futuro ou passado, eu sempre (preso) no presente, irrelevante, desempregado: banho de anil indiano; rosas brancas e vela branca de 7 dias pra Iemanjá; filho de Jesus; Bíblia aberta no Salmo 66; Oh! Deus glorioso! Abençoe este alimento!; já gozô?; alfazema em sinal de cruz; 10 Pai-Nossos!
(cri
cri cri...)
Sento
no degrau de granito meio podre e sujo de cocô de pombos. Pés no
irregular relevo de pedras portuguesas. Vou revezando posição do
tórax, ora curvado pra frente, ora recostado na cortina de ferro cinza de tinta e poluição. Nessa última posição, principalmente, quando pedestres se aproximam na tentativa de falar merda e/ou
xingamento/opróbrio indireto à minha cabeça baixa que tenta se
concentrar no smartphone. Costume bastante corriqueiro. Conversam normalmente mas à medida que se aproximam de algum
depressivo, cabisbaixo, fechado em seu mundo, vão acendendo o brilho
perverso do olhar e gradativamente aumentando volume das matracas, para que culmine d'ele levantar cabeça e dar atenção e/ou compreensão anal no exato
momento em que vão falar palavrão e/ou limpar nariz. Nesse exato momento em que
escrevo, um mendigo à esquerda não para de me fitar. Como estou com
o rosto perpendicularmente virado a seus olhos, ele pensa que não
estou percebendo, ou seja, desconhece o que seja visão global. Mais à
esquerda, no mesmo degrau que ele, a mendiga que nina boneca ainda
não xingou ninguém, não gritou suas imprecações às sombras
platônicas dos transeuntes. A equipe que distribui comida fica
olhando pra minha cara bem daquele jeitinho que detesto: misto de
espanto, inveja e atração, tipo de olhar presente na minha vida e
com o qual não consigo me acostumar. Só faltou eles perguntarem "O
que você quer?" pra minha mão estendida. É uma daquelas
equipes de brancos classe-média descendentes de imigrantes do programa de clareamento, vindos do ABC Paulista para fazer caridade
seletiva. Faz bem para o ego deles doar sopa aos pretos e pardos;
fedorentos; maltrapilhos; bêbados; retirantes; fodidos; cheiradores de
thinner; soldados desligados do exército; presidiários libertos; forçados foragidos das galés; chantagistas; saltimbancos; lazzarani; punguistas; trapaceiros; jogadores; maquereaus; donos de bordéis; carregadores; líterati; tocadores de realejo; trapeiros; amoladores de facas; às muié de ocupação (com carrinhos de bebê cheios de
marmita e uma aleijada que às vezes esquece, sai da cadeira de
rodas, mas imediatamente é repreendida pela mãe, conhecida na Boca pela
alcunha de "Índia"); travestis esquizofrênicas; ex-michês; essa massa indefinida e desintegrada etc. Dória fechou a Tenda, então a escória tá mais
fedorenta ainda.
(o
mendigo que não parava de me observar pede licença e faz cama do
meu lado)
pena de pombo cai à direita
"Quem
abriu esse segredo vai se ferrar muito!"
Não
sei de onde tirei tanta pedagogia em tão longo espaço de tempo. De
macumbado já basta eu, mas insisto na simpatia pela desgraça
alheia. "Você tem que tratar essa síndrome de Bukowski!",
aconselha Évelize. "Não é síndrome, é a minha vida!",
retruca Xororó. Como
vou sustentar uma trava quase cinquentona com cabeça de criança, que destrói maloca quando estou no estrangeiro? Uma
trava tão errada, burra, desmemoriada e irresponsável mas que se acha
normal!? Sorry.
6762
12
_9_
3
Se
eu não me engano, comunicação e caos. Adorava esse número no início dos
anos 2000, signo da paixão geminiana, nunca declarada, transmutada
em amizade, apadrinhamento de seu primogênito com outro, mais yang
que eu - que de mitomaníaco feliz me transmutei num sincericida, nos
embalos de ratos da noite, loucura bem fundamentada, declarada para
ninguém, nem pra homeopata. Melhor cair fora.
983
2
Alguém
não para de tossir no quarto ao lado. Ontem aumentei muito o volume
de uma música no celular (True Colors remix), e quando vi tinha
alguém batendo forte na porta, eu tava cagando então apenas baixei o som e recebi um "THANK U!" do lado de fora. Deve ser
esse traficante árabe de dread locks que pelo jeito vive dormindo.
Acordei hoje umas 4am e pouco, se não me engano. Lavei roupas que
estavam de molho, as coloquei em cabides, para secar, em
apoios improvisados. Vesti a calça de tecido macio que comprei.
Decidi não tomar banho, grudei esparadrapo no umbigo; ônix e terço
no bolso esquerdo; camisa listrada branca e azul claro, de doação;
chinelo; clotrimix® nas unhas dos dedos mindinhos secos dos pés e no anelar do
pé esquerdo; boina cinza-claro (sexta); óculos de grau; cachecol
que era da mãe; bolsa de couro a tiracolo. Subi pro restaurante da
cobertura, tomei milky coffee, tentei brincar com gatos, mas eles são
bem arredios e vegetarianos, assim como os cães, sem viço, débeis,
opacos. Não paro de ver esses vídeos engraçados no Facebook,
depois fico massageando e pressionando músculos do bigode chinês.
Vou até a Estação Central de trens mas desisto de me aventurar, me
arriscar com poucos recursos. Volto para o hotel trazendo cosméticos
amargosos. Subo lá de novo, milky coffee e turcomena, de novo. Desço pro meu
quarto, passou do meio dia, vai começar a bater sono que impus ao
cérebro com carbamazepina. Iemanjá, minha mãe, dona do meu corpo,
traga meu grande amor sem dramas, sem brigas, traga-me um amor sem
garras depois do gozo, um amor puro e verdadeiro, um amor que tenha apenas
um rosto.
da mesma forma
xô, petróleo: é preciso interromper imediatamente futuros licenciamentos e concessões para a exploração, desenvolvimento e produção de combustíveis fósseis.
01 junho, 2011
(depois de mtos pedidos, posto aqui este texto escrito lah por 2008, originalmente encenado pela cia Anime Dreams. abraços...)
doação de chakrasZoom out: atualmente estamos preocupados em formar super-heróis, não nos responsabilizamos por hiatos de geração. Segundo fontes seguras o rebanho pós-doçura não responde as exigências inter-planetárias vigentes no programa de aceleração da inspiração. Voltemos olhos para Nazareno, 25: ele não quer magoar Yeo Il, 17 - otaku posicionada à esquerda dos espectadores -. Debaixo do jardim suspenso ela se parece com Céu, uma garota Xtranha, ex-namorada de Nazareno.
Todos pontos fracos são rodiziados automaticamente para amostras grátis do menu principal.
Papai faz faxina no ringue, notem que ele, confidencialmente, cumprimenta Nazareno: olho-por-olho, dente-por-dente. Burrice e ignorância não estão cogitadas em apostas mais recentes.
Para maiores informações Yeo Il não é de Harajuku: nasceu no Bom Retiro. Discretamente concomitantes, seus contorcionismos pré-dionisíacos conferem base emocional pública aos pés de Nazareno - à direita (seu retiro espiritual devidamente receitado no menu que Tibúrcia, a mendiga, distribui aos espectadores naturalistas).
.
É o segundo encontro à distância de Yeo Il e Nazareno.
Idiotas e imbecis favor dirijam-se ao laboratório para depósito das babas na tigela que Betty Faria se responsabilizará em oferecer. Corram! pois telepatia #2 parece que vai arrebentar, Yeo Il não aceita pensamentos grossos e Nazareno parece nem um pouco satisfeito com a cena em sua frente.
Reparem que suporte de ancestralidade é encaixado nas costas.
Mais precisamente entre rego e cintura a aura dos adversários começa mostrando elaborada torcida organizada. Para maiores informações e/ou vaias paulatinas, encostos estarão mais tarde na mesa branca do jardim suspenso aptos a autógrafos mais profundos.
Não olhem pra baixo, não tenham medo de encarar a verdade, Yeo Il é gente boa pra caralho, e sob refletores ficará triste se alguma vibe positiva desvirtuar pensamentos visíveis dentro da proposta pré-estabelecida por admiradores.
Rosto de Nazareno desmorona, pois telepatia #1 não se faz lembrar ardentemente em olhos grandes, puros: coração bate mais forte.
Chegada é digna: Como um anjo, Kátia, a cega, tenta equilibrar-se com bengala de jade da bilheteria ao ringue.
Atenção! Ainda meio zonza devido a batida de cabeça, já no meio dos adversários, ela assopra língua de sogra! - ROUND 1: digna, altiva, e muy firme, Yeo Il confabula com sels mikows, reparem que todos usam orelhinhas postiças de coelho e/ou ursinho, gatinho...
É desferido primeiro golpe - com certa expressão hormonal no rosto ela lança raio de leite quente amarelo cremoso com seios graúdos e os olhinhos sebosos e insinuantes comemoram acerto no antigo foco dos olhos de Nazareno. Ele, por sua vez, pede intervalo. Papai traz água e radinho: lutador se hidrata, enxuga-se, e papai liga o radinho. Voz rapidinha de Noku envergonha mikows que, cabisbaixos, abandonam recinto para assistir coreografia da musa apartir do jardim suspenso.
Nos cerca de 15m que a separam de Nazareno Yeo Il reage com dança manual, não atraindo deboches da telepatia #1, como Nazareno esperava. Papai fica contente. Tibúrcia tropeça perto do ringue: Yeo Il sente-se melhor, mas Nazareno não permite tempo necessário pra ela beber baba que a mendiga, aos mandos de Betty Faria, deixou para degustação a dois. Ele ordena que um casal do jardim suspenso dê ao tom dos beijos indiscretu's encanto corrente ultra-violeta intenso tutti-frutti mortal.
Rapidamente, papai alcança o caderno, assobiando, distraído... e a caneta de Nazareno descreve brutality. Yeo Il cai. Tibúrcia, a mendiga, reergue-se, retira-se do recinto cabisbaixa, mas não sem antes pedir esmola pra Betty Faria (o que será que ela vai aprontar?), esta que comanda pick-ups - assim que Noku encerra trabalhos ela toca música do Nana.
Yeo Il se recupera, não dando-se por vencida: bebe um pouco de baba e afia garras - pouco pasteurizadas nas glândulas mamárias - aprontando descontrole visceral necessário. Close no caderno de Nazareno! Levem em conta que ele graduou-se em doação de chakras. Olhem só, o título do poema é Sailor Moon, o que será que ele está aprontando?
Idiotas, olhem pra tela! Logo anoitece é o primeiro verso.
Chun-Li, desacreditada, sai da primeira fila e veste corpitcho de Yeo Il com cintilância azul. Nazareno aproveita distração e veste fôlego verde musgo metálico varejeiro menta da Chun-Li no par de luvas, esticando braços elásticos pelos 15m de distância, para acariciar espinhas e cravos nasciturnos da bom-retirense. Chun-Li dá gritinho muy fino, e retira-se, assustada, na voadora intencional estilo hélices-helicóptero-de-ponta-cabeça. Yeo Il faz zigue-zague no ar, até flutuar de maneira tão compassada que Betty Faria não agüenta e impede-lhe façanha com uma gargalhada maligna, que Nazareno mastiga e engole, não sem certa reserva, pois não deixa que gozação chegue até a barriga. Yeo Il nota-lhe esmero digestivo prestes a ocasionar vômito metódico e estica super-garras-engraxate até seus olhos, fazendo furos pelos quais arranca tripas na medida 1/2g de telecinese por unha afiada.
Intestinos de Nazareno são puxados com tal força que a otaku os harmoniza por todo ringue, em forma de maravilhosa teia sebosamente brilhosa luz neon laranja que frita o ar.
Vejam só! Kátia, a cega, se queima numa tripa e cai abalada no chão. Ninguém a socorre para finalizar primeiro round...
Vamos lá; ancestrais dão mais corda -
ROUND 2: tripas esfriam, Yeo Il roça uma delas na mão, e besunta de energia a bunda, socadinha por meia arrastão sob micro saia de seda chinesa azul.
Palpitando em nome da lua um mikow mais frenético propõe-lhe intervalo para yakissoba.
Assombro na platéia! Yeo Il alivia olhinhos pequerrusholzinhuix com gulo-teima. Mikow vem ao abraço com babador, cheio de jinga compreensiva, reverenciando Nazareno em surdina - notem: um Ken um pouco acima do peso.
Zoom in: Sindel, inconformada, escapa da imaginação de Nazareno. Através de sexy ciclone ela aplica voadora rasante e envenenada, matando dois coelhos numa tacada só: tripas, desenredadas pelo poder do golpe, teletransportam sabor para bocas da platéia romântica ao mesmo tempo que Yeo Il sente desmoronarem idéias dos apoiadores, zonzas, aflitas. Mikow Ken volta ao jardim suspenso, desvairado, e Nazareno resolve desintegrar Sindel na segunda estrofe.
Dando continuidade à coreografia perdida, agitam-se bracinhos outra vez.
Nazareno nunca tinha visto aquela dança de mãos antes, acha-as tão tendëmsya que Yeo Il bebe mais baba e, colocada, adivinha o pensamento e dirige-lhe olhar mortal. Porém revanche! Foco desvia no exato momento em que testemunha ocular de Tibúrcia, a mendiga, reaparece e sobe no ringue com ovos de páscoa: mistério desvendado!
Nazareno lambuza vísceras restantes em doce ressurreição, projetando jorro lava vermelho-sangue-quente-condensado da rola. Mas Yeo Il dá risinho gostoso, e a sua xâna perdoa golfada ao mesmo tempo q visão de mosca ON divisa Kátia, a cega, triste, desmaiada, e esquecida no meio do ringue.
Atenção: ancestrais dão gás alto-astral!
ROUND 3: Sindel, recalcada e esvoaçante como sempre, reaparece triunfando com tornado até arrastar poema para mãos de Yeo Il que, sem molhar bico na baba, vê-se enrolada pelos cabelos brancos de raiz nêga; devido à pressão é exaustivamente martelada no chão...
Senhoras e Senhores virtuais! Coloquem óculos de terceiras intenções imediatamente! Papai descobre e teletransporta poesia até mãos de um cupido e ordena que o casal do jardim suspenso suspenda beijos indiscretu's: namorados são abduzidos até o ringue, onde, azaradamente, caem num dos tentáculos capilares de Sindel, de modo a ficarem pregados em cima de Yeo Il, esmagando ao quadrado a única pessoa que pode nos contar quem é vencedor(a).
Chun-Li, desacreditada, sai da primeira fila e veste corpitcho de Yeo Il com cintilância azul. Nazareno aproveita distração e veste fôlego verde musgo metálico varejeiro menta da Chun-Li no par de luvas, esticando braços elásticos pelos 15m de distância, para acariciar espinhas e cravos nasciturnos da bom-retirense. Chun-Li dá gritinho muy fino, e retira-se, assustada, na voadora intencional estilo hélices-helicóptero-de-ponta-cabeça. Yeo Il faz zigue-zague no ar, até flutuar de maneira tão compassada que Betty Faria não agüenta e impede-lhe façanha com uma gargalhada maligna, que Nazareno mastiga e engole, não sem certa reserva, pois não deixa que gozação chegue até a barriga. Yeo Il nota-lhe esmero digestivo prestes a ocasionar vômito metódico e estica super-garras-engraxate até seus olhos, fazendo furos pelos quais arranca tripas na medida 1/2g de telecinese por unha afiada.
Intestinos de Nazareno são puxados com tal força que a otaku os harmoniza por todo ringue, em forma de maravilhosa teia sebosamente brilhosa luz neon laranja que frita o ar.
Vejam só! Kátia, a cega, se queima numa tripa e cai abalada no chão. Ninguém a socorre para finalizar primeiro round...
Vamos lá; ancestrais dão mais corda -
ROUND 2: tripas esfriam, Yeo Il roça uma delas na mão, e besunta de energia a bunda, socadinha por meia arrastão sob micro saia de seda chinesa azul.
Palpitando em nome da lua um mikow mais frenético propõe-lhe intervalo para yakissoba.
Assombro na platéia! Yeo Il alivia olhinhos pequerrusholzinhuix com gulo-teima. Mikow vem ao abraço com babador, cheio de jinga compreensiva, reverenciando Nazareno em surdina - notem: um Ken um pouco acima do peso.
Zoom in: Sindel, inconformada, escapa da imaginação de Nazareno. Através de sexy ciclone ela aplica voadora rasante e envenenada, matando dois coelhos numa tacada só: tripas, desenredadas pelo poder do golpe, teletransportam sabor para bocas da platéia romântica ao mesmo tempo que Yeo Il sente desmoronarem idéias dos apoiadores, zonzas, aflitas. Mikow Ken volta ao jardim suspenso, desvairado, e Nazareno resolve desintegrar Sindel na segunda estrofe.
Dando continuidade à coreografia perdida, agitam-se bracinhos outra vez.
Nazareno nunca tinha visto aquela dança de mãos antes, acha-as tão tendëmsya que Yeo Il bebe mais baba e, colocada, adivinha o pensamento e dirige-lhe olhar mortal. Porém revanche! Foco desvia no exato momento em que testemunha ocular de Tibúrcia, a mendiga, reaparece e sobe no ringue com ovos de páscoa: mistério desvendado!
Nazareno lambuza vísceras restantes em doce ressurreição, projetando jorro lava vermelho-sangue-quente-condensado da rola. Mas Yeo Il dá risinho gostoso, e a sua xâna perdoa golfada ao mesmo tempo q visão de mosca ON divisa Kátia, a cega, triste, desmaiada, e esquecida no meio do ringue.
Atenção: ancestrais dão gás alto-astral!
ROUND 3: Sindel, recalcada e esvoaçante como sempre, reaparece triunfando com tornado até arrastar poema para mãos de Yeo Il que, sem molhar bico na baba, vê-se enrolada pelos cabelos brancos de raiz nêga; devido à pressão é exaustivamente martelada no chão...
Senhoras e Senhores virtuais! Coloquem óculos de terceiras intenções imediatamente! Papai descobre e teletransporta poesia até mãos de um cupido e ordena que o casal do jardim suspenso suspenda beijos indiscretu's: namorados são abduzidos até o ringue, onde, azaradamente, caem num dos tentáculos capilares de Sindel, de modo a ficarem pregados em cima de Yeo Il, esmagando ao quadrado a única pessoa que pode nos contar quem é vencedor(a).
ROUND 4:
carro não é o meio de transporte ecologicamente mais correto. use-o com moderação, inda mais se tiver um enorme 4x4 a diesel. ande mais em transporte coletivo e/ou. reabilite magrelas.
29 abril, 2009
wein chaud d'eau

hj de noite estava conversando a... a... a... atchim! (sorry), com um amigo imaginário e logo me lembrei da receita
duma bebida que costumava preparar nos meus tempos de ator. aqui vai, passo a passo:
.
quatro gemas, sete colheres rasas de açúcar misturadas numa vasilha até ficar cremoso. quanto mais cremoso melhor o chaud d'eau. acrescente um copo de vinho branco e mexa leve para banho-maria. bata com batedor de ovos (a mão) até a mistura levantar, ficar quente e com a consistência de uma espuma grossa. não deixe ferver, mas continue batendo até a espuma soltar do batedor ao levantá-lo. precisarás de um recipiente grande para o banho-maria, pois a mistura cresce quase o dobro do seu tamanho. se é um(a) bo(m)(a) cozinheira(o) pode preparar direto no fogo, e para isso poderá usar uma panela não muito larga, mas funda. dá para quatro porções incluindo repetições.
.
♠
.
-->
.
.
.
(nota: a foto anterior foi censurada pela Marcha da Família com Deus pela Liberdade)
16 janeiro, 2009
V (antes tarde do que nunca)
Feliz Natal
Que ironia: céu tradicional e chão fantasia: 18h10: atravessado por ondas de ésses sibilantes²,,, o fim do museu despontua-se em agrados...
__ Jesus Cristo pode ser minha nova constante?.
__ Isso depende da tangente pela qual o holocausto vai fugir.
Lá fora o peso das nuvens arroxeia polifonia. Coração questionador permite-se abrir num fôlego de 30° circunferentes:
__ Cala a boca.
__ Primeiro você.
__ Cala a boca você.
Conversa caminha com atraso de transmissão: entrevistador tenta manter arcadas dentárias rentes (mas engole a penúltima derrota): o sorvete de osso está no ponto. De bouwa (percebem que ele demorará pra perceber uma falta pecuniária), Dulce Virgulina arrebita traseiro e serve a sobremesa, Dolores Duchamp acaricia a aura dele e redeposita a carteira no bolso da calça de linho cinza. Por um momento Federico Minuano pensa ter 4 braços. Independentemente da marca do mel, Dulce despeja o conteúdo em cima do quitute: o entrevistador guarda o cheiro próprio antes de abocanhar primeiro apagão: Dolores liga a vitrola:
__ Está uma delícia.
Dulce Virgulina tira foto da condescendência e Federico serve-se um pouco, recuperando espírito hedonista:
__ É + ou - o que eu esperava: falta explosão de sinceridade, peru esverdeado, sobrando boa trilha sonora, interpretações tesudas...
Dulce aproveita profundidade psicológica e fotografa feiura de 3 olhos:
__ Um pouco mais pra esquerda, Federico.
Sexto sentido empina nariz e continua resenha:
__ Falha a volta do filho pródigo.
19 outubro, 2008
delirium sêmen
04 outubro, 2008
utilidade pública
Garrafas de plástico deixadas no carro: foi assim que Xereta Cow teve câncer de mama. Ela participava do show Mulholland Drive com Virago Dreams e falou exatamente deste assunto. Esta questão foi identificada como a causa mais comum dos níveis de câncer de mama, essencialmente na Austrália.A mãe de meu amigo Nazareno foi diagnosticada com câncer de mama também... Seu médico disse que ela nunca deveria beber água engarrafada que deixamos no carro. Ele advertiu que água em garrafas de plástico deixadas no carro aquecem com o sol e, com o calor, se contaminam com os elementos químicos do plástico e que estes podem causar o câncer nos seios.
Por isso mikow, tenha cuidado e nunca beba a água que foi deixada no carro, e avise toda galëre, principalmente as minas, que esta é uma informação que devemos conhecer e repassar.
O calor provoca as toxinas do plástico, que passam para a água. Essas toxinas foram encontradas nos tecidos mamários da Xereta enquanto ela excursionava com sua última digressão, Medusa na Medula.
Use frasco térmico ou garrafa de vidro em vez de garrafas de plástico, okeyyysss?////
Em nome de Father Lucyfer, por favor, informe todas as tuas miguxas e todos teus emuxos que tenham mujer, hijas; e djá!
Por isso mikow, tenha cuidado e nunca beba a água que foi deixada no carro, e avise toda galëre, principalmente as minas, que esta é uma informação que devemos conhecer e repassar.
O calor provoca as toxinas do plástico, que passam para a água. Essas toxinas foram encontradas nos tecidos mamários da Xereta enquanto ela excursionava com sua última digressão, Medusa na Medula.
Use frasco térmico ou garrafa de vidro em vez de garrafas de plástico, okeyyysss?////
Em nome de Father Lucyfer, por favor, informe todas as tuas miguxas e todos teus emuxos que tenham mujer, hijas; e djá!
30 setembro, 2008
oferenda a Iemanjá

*Manjar...
.
Ingredientes:
- 250g de creme de arroz;
- 01 pescada inteira;
- azeite de oliva.
Modo de preparo: Faça mingau com o creme de arroz e água e uma pitada de sal. Limpe a pescada e asse-a na oliva. Coloque o mingau numa travessa de louça, deixe esfriar, coloque a pescada assada sobre o manjar, regue com oliva.
Deixar perto de algum rio de água limpa. (Iemanjá é mulher de fartos seios e filha do rei do mar, mas herdou mais do que os domínios do pai, que fique bem claro que ela é senhora de rios, lagos e águas correntes também...)
*Em comemoração especial... (2 de fevereiro)...
.
Na beira da praia, aquele ritmo de atabaques misturando-se à maresia e marulho são ingredientes misericordiosos prum bom transe...
Sabe aqueles barquinhos azul e branco?
Ele pede canjica branca;
- cocada branca;
- espelhinho;
- brinco;
- anéis;
- pente;
Vosmecê faz seus pedidos e agrada a rainha do mar.
Faça seus pedidos num papel, escreva o que vosmecê quer, depois coloque mel sobre a folha, coloca embaixo da canjica fria, coloque mel em cima da canjica e a cocada em cima desta, daí coloca ao lado da imagem de Iemanjá dentro do barquinho... Ela é vaidosa e pode tornar-se vingativa, cuidado...
Faz um buraquinho na beira do mar e acenda as velas...
Entre no mar, deixe passar 7 ondas, mais ou menos até o joelho pode ser, coloca o barquinho no mar e...
...ODOYA!
06 julho, 2008
miguxa
Peguei o dicionário, Xênia quer xarope, suas moléculas nervosas estão completamente sheradas, a madruga inteira quis saber o que significava uma palavra esdrúxula, lixava as unhas quando eu perguntei quantos gramas havia na cápsula. Certas horas é preciso limpar os poros, ventilar antigos odores, revitalizar a praça interior, a Xênia bem sabe que tá na hora de dar um tempo, mas não achei palavra suficiente para classificar sua mais nova fofura fictícia. Ela andava ligadona pelos corredores literários com sels mikows, à procura de um livro raríssimo, conhecido apenas em certos círculos acadêmicos. Mamãe fazia compras lá embaixo, o toró dava trégua. Teve filhotes a cadela da Miúxa, e Xênia foi dar beijinhos no coração dessa festinha particular de finas flores. Na tardinha que fazia seu eu lírico delirar, ninguém avisou que a maldita dona da parturiente tinha o livro que ela tanto ansiava olhar, ao invés de ler uma cabeça. As mikas se deliciariam com sua nova personagem, de uma delicadeza monocórdica que só ela é capaz de interpretar. Praticou a escrita por alguns anos, sem xuxesso, mas logo pôs seu sangue no Orkut como estratégia de se lançar no mundo literário-fake. Meio de ressaca confirmou sua surpresa no dia seguinte, "aleluia" - disse, e deu uma delicada fungada na narina esquerda. Rolava uma brisa na varanda. Alheia ao livro estrangeiro, a avestruz ao molho pardo serviu como prato principal da noite, porém a fadiga do outro dia ainda imperava no ar. Ela cheirou o prato, vomitou, e foi coçar a xota, molhando-a com vinho... logo pôs-se a ler sobre o tapete da Hello Kitty, perto da lareira, sob o busto de Nietzsche, naquela massagem típica das siriricas serenas. Extasiados, seus olhos boiavam num foco além da estória, mamãe limpava o vômito do chão com uma máscara de proteção. Ao olhar pra cena, vertigem sentia-se, mas ela achou o que tanto queria, anotou a idéia num caderno, e meio que num transe voltou a ler. Duas da manhã, na vitrola toca "Xu Xerife", uma ave subversiva entra pela janela, mas logo se assusta com a avestruz, já frígida naquela hora. Silêncio. Era preciso certo silêncio, os últimos fogos de artifício de leve interrompiam o devaneio, mas o tom rosa das paredes e o abajur cor de carne ambientavam legal ainda, tranqüilamente. De repente, o grito estrido-gutural chegou, contínuo na tarefa de acordar os passarinhos do baobá vizinho. Xênia estica mais três carreiras, arranca o computador, joga-o pela sacada, e dirigi-se à porta, "Xauzinho. Vou pra Xexênia!"... De certo pro mesmo lugar que ontem.
ilustração by Miau
01 junho, 2008
69
- Quase me esqueço do almoço.
Svetlana acalma-lhe o coração:
- Já levo tá?...
- Não consigo unir o útil ao agradável - a pomba agradece.
Mas raios de algum outro continente tentam impedi-la de comer peixe e voar. Ela atravessa o restaurante e pousa, ainda meio retardada, debaixo da marquise:
- Vamos ser amigas?.
Svetlana tira o uniforme branco:
- Precisamos marcar a cirurgia.
Mas a pomba, insatisfeita, se dirige ao toalete.
- Como foi de viagem?.
- Ignorei chicórias e agrião, como sempre...
Svetlana vê-se acometida de certa preocupação, e descarrega seu nervosismo lavando a louça:
- Procure tirar todo excesso, querida...
- Vamos jantar fora? minha sereia...
Devido ao envelhecimento precoce, a pomba conseguiu a bolsa-auxílio que permitia que sua doença alçasse vôos maiores; tinha certeza que Svetlana ainda a convidaria para um réquiem digno de apresentação no Fausto Silva:
- Sabe, os melhores momentos da minha vida foram sobre seus ombros, em
ny, extasiava-me com
suas receitas...
Svetlana sente que vai chorar, e aproveita o embalo para escrever um poema, enxugando as mãos e procurando se inspirar:
- Se limpa logo pombinha... "Sua madrugada me espanta não pela palavra perdida/ Não pela beleza de uma bagagem além da vida"...
Relampeja o pensamento oriente:
- Está na hora minha sereia, preciso fazer as malas para a eternidade, não há cura para o que eu sinto.
Svetlana tenta disfarçar a irritação pela interferência poética repentina da pomba:
.
Svetlana acalma-lhe o coração:
- Já levo tá?...
- Não consigo unir o útil ao agradável - a pomba agradece.
Mas raios de algum outro continente tentam impedi-la de comer peixe e voar. Ela atravessa o restaurante e pousa, ainda meio retardada, debaixo da marquise:
- Vamos ser amigas?.
Svetlana tira o uniforme branco:
- Precisamos marcar a cirurgia.
Mas a pomba, insatisfeita, se dirige ao toalete.
- Como foi de viagem?.
- Ignorei chicórias e agrião, como sempre...
Svetlana vê-se acometida de certa preocupação, e descarrega seu nervosismo lavando a louça:
- Procure tirar todo excesso, querida...
- Vamos jantar fora? minha sereia...
Devido ao envelhecimento precoce, a pomba conseguiu a bolsa-auxílio que permitia que sua doença alçasse vôos maiores; tinha certeza que Svetlana ainda a convidaria para um réquiem digno de apresentação no Fausto Silva:
- Sabe, os melhores momentos da minha vida foram sobre seus ombros, em
ny, extasiava-me com
suas receitas...
Svetlana sente que vai chorar, e aproveita o embalo para escrever um poema, enxugando as mãos e procurando se inspirar:
- Se limpa logo pombinha... "Sua madrugada me espanta não pela palavra perdida/ Não pela beleza de uma bagagem além da vida"...
Relampeja o pensamento oriente:
- Está na hora minha sereia, preciso fazer as malas para a eternidade, não há cura para o que eu sinto.
Svetlana tenta disfarçar a irritação pela interferência poética repentina da pomba:
.
- Fique pelo menos pra tomar um cafezinho.
- It´s time to say goodbye.
- Mas recentes pesquisas têm revelado que nem todos tumores são estatísticos. O projeto de desinfetação da descrença está à pino, não acredite no que os suicidas de plantão têm dito a respeito da oosfera sorrow. Você tem que acreditar em mim, eu imploro!
A pomba tropeça, meio vesga, numa cebola velha abandonada perto de um copo d'água, sito ao lado esquerdo da soleira da cozinha.
- Olha só!...
Svetlana desespera-se:
- ... São três da tarde!
- Já estou decidida, me dê o bilhete, eu preciso ler.
Sua penas esvoaçantes dirigem-se pra cima da geladeira --sob um quadro, no qual uma cobra masca o próprio rabo--, e a chuva começa:
- Olha a chuva aí titia - diz uma voz infantil fugidia: atrizes alertam-se, mas logo voltam à cena final:
- It´s time to say goodbye.
- Mas recentes pesquisas têm revelado que nem todos tumores são estatísticos. O projeto de desinfetação da descrença está à pino, não acredite no que os suicidas de plantão têm dito a respeito da oosfera sorrow. Você tem que acreditar em mim, eu imploro!
A pomba tropeça, meio vesga, numa cebola velha abandonada perto de um copo d'água, sito ao lado esquerdo da soleira da cozinha.
- Olha só!...
Svetlana desespera-se:
- ... São três da tarde!
- Já estou decidida, me dê o bilhete, eu preciso ler.
Sua penas esvoaçantes dirigem-se pra cima da geladeira --sob um quadro, no qual uma cobra masca o próprio rabo--, e a chuva começa:
- Olha a chuva aí titia - diz uma voz infantil fugidia: atrizes alertam-se, mas logo voltam à cena final:
- Então era isso minha sereia... Ainda bem que o circo já foi embora - ela dá um arrulhozinho de fadiga, e completa - pra que mentir esse tempo todo?.
- Eu ia lhe pagar tudo em dobro depois...
- Maldição! - a pomba regressa à água de São Jorge, beberica uns finos goles e, inesperadamente --meio grogue e decadente-- cambaleia um bater de asas até as partes íntimas da sereia-mor:
.- Não vou embora sem minha parte.
Afobada, Svetlana corre para o banheiro, esvazia a banheira, e escova dentes com o ácido úrico reminiscente.
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