06/02/2017

guardando textos

Pontapé inicial (audio): não quero mais saber de você acendendo essa coisa dentro do meu prédio! Ok, não sabia que era proibitivo. Esclarecida de berço, não aceitamos. Não sei se conhece, lá na minha terra temos um orgão conhecido como cérebro, e o usamos.
Blz, vou me matar, não me encaixo em nenhum nicho social, nenhum sexual, espiritual, amém? Blz, que triste, ninguém dá bola pra demanda diferentona, só. Não vai com a minha cara. Descendentes de italianos, não vão com a minha cara.
33 anos da mais pura angústia, clamorzinho aka voz enjoada monocórdica de vizinha fofoqueira libriana. Sempre no mesmo tom, lugar de famílias evangélicas, esclarecidas. Sem falar da insuportável delicadeza artificial. Vou fingir que não te espreitei, microfone close de falso despercebido.
O que quero é maior do que a inveja das águias, ao longe, inveja mineral que escamoteia teu corpo dissimulado. É muita frieza intelectual, já desencanei, meu. O que quero vai além dos teus preconceitos, falando o português bem claro: desculpe, vai embora. Meu lado mal-humorado, intolerante à burrice. Meu lado adulto está com medo dessa justiça coxinha, tucana. Ou seja: injustiça. Chega, Jesus! Chega! Eu e você, chega!
Eu regularizei o relógio biológico, eu conquistei muitos quadros. Os exibo, desigual, ao remorso. Escrevo à superação, penso no que me move. Me exibo.

Não faça tempestade em copo d'água (trovoada).

Ana C.
Não visitei teu túmulo de novo, meu amor. não fui na Toneleiros, fatídica.

Cedo.
Fui com Kauê no Ibira tentar vaga de natação. Vanusa ficou em casa toda gostosa na parte de cima do beliche. Não a tranquei. Passei café e saí trotando até a São Luís. Ainda escuro. Kauê me faz rir, meu compa lúmpem, não me trapaceie, porfa.
Depois encontrei Évelize na Praça da República. Depois dela atender celular e desligar na minha cara sem querer apertando botão de volume. Desculpou-se. Mas senti que meu lado mal-humorado acabaria aflorando e não insisti quando ela se despediu, com sono (por causa do antidepressivo). Tchau.
Então: chego na ocupação e a anta coordenadora do meu andar pergunta se estou no grupo de WhatsApp do prédio. Não posso mais acender incenso aqui dentro porque quem acende incenso é maconheiro!





FIM


               
                               






                





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